Opinião

“Bum, crash” humanos e as possibilidades de lhes pôr um fim

9 out 2017 00:00
amelia-do-vale
Amélia do Vale

Bum, crash! - Olha, outra vez!

Antes, quando sentada à minha mesa de trabalho ouvia este som, dava um pulo na cadeira e corria até à varanda para ver o que tinha acontecido, mas agora já não. De tantas vezes tal coisa se repetir, já não ligo.

Sei que um “bum, crash” corresponde ao choque de dois retrovisores: um pertencente a um dos muitos carros estacionados nas bermas dos passeios da estrada que sobe para o meu bairro; o outro de um carro que abandona o bairro descendo a mesma rua. Já sei que quem bateu, apesar dos estragos feitos em coisa alheia, visíveis nos restos do retrovisor espalhados na estrada, vai continuar a sua marcha.

Perante a inutilidade de me pôr aos gritos da minha varanda para chamar a atenção a quem procede de tal forma e sem ângulo para registar a matrícula do carro prevaricador dou comigo, irritada, a pensar: ora, até é muito “bem-feita”!

De facto, como podem estas pessoas ao estacionarem os seus veículos, não recolher os respetivos retrovisores?! Como podem não perceber essa necessidade ao constatarem que estacionaram numa rua estreita com dois sentidos, com imenso tráfego e repleta de carros “arrumados” nas bermas de ambos os passeios?!

 

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