Opinião

Até que enfim!

17 jan 2019 00:00

Eu conheço grande parte das pessoas que integram o executivo da “geringonça” e também recordo a situação financeira deplorável em que receberam o país.

Nesta transição de ano era fácil e cómodo para mim proceder ao balanço do que findou ou comentar as previsões do que de mais importante se espera em 2019. Mas prefiro comentar a grande azáfama para a abertura de concursos na área das infraestruturas, com interesse não só para Lisboa mas também para o resto do país.

Não deixo, no entanto, de comparar o paralelismo de comportamento entre o actual ministro do Planeamento e Infraestruturas (Pedro Marques) e o seu antecessor homólogo do governo de A. Guterres. Lembram-se?

Então como agora, fartaram-se de “planear” e só acordaram para a realidade dos concursos e das obras no horizonte da proximidade de eleições legislativas, dando azo a que as pessoas desvalorizassem as iniciativas por razões óbvias. Mas até que enfim que lançaram mãos à obra.

Eu conheço grande parte das pessoas que integram o executivo da “geringonça” e também recordo a situação financeira deplorável em que receberam o país, que muito provavelmente não permitia lançar obras mais cedo, porque haveria outros objectivos de maior prioridade.

E eis que numa só semana, como se sabe, foram abertos concursos para a construção de 22 comboios novos; foi lançado definitivamente o aeroporto alternativo/complementar do Montijo e, em simultâneo, a expansão do aeroporto da Portela que, após concluída, dará acesso aos maiores aviões do mundo; por fim, foi lançada a expansão do metropolitano de Lisboa, que não via obras há mais de 15 anos.

Nenhuma destas obras, nem mesmo outras não referidas aqui, tem hipótese de produzir efeitos visíveis até às eleições legislativas de Outubro próximo. Onde está então o suposto eleitoralismo tão apregoado pelas oposições?

Ao contrário dos projectos de investimento privados, que não avançam sem estudos cuidadosos de viabilidade económica e financeir

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