Opinião

Algo vai mal neste reino da Dinamarca

9 out 2026 21:38

Quando desviamos a atenção do que realmente importa para nos dedicarmos a causas menores que ocupam as aberturas dos jornais, as redes sociais e as conversas de café, não só pelo cidadão comum, mas também por quem por cá nos (des)governa…”algo vai mal neste reino da Dinamarca”, digo Portugal…

Ora vamos lá desviar as atenções daquilo que realmente importa. Quando desviamos a atenção do que realmente importa para nos dedicarmos a causas menores que ocupam as aberturas dos jornais, as redes sociais e as conversas de café, não só pelo cidadão comum, mas também por quem por cá nos (des)governa…”algo vai mal neste reino da Dinamarca”, digo Portugal…

Tenho andado a pensar iterativamente na crise da habitação, dos transportes, do aumento gritante dos bens de primeira necessidade e claro dos combustíveis… no contar os tostões até ao final do mês para ver se chega para os nossos, já que para nós arranja-se sempre maneira… No chapa ganha-chapa gasta, no aumento para quase o dobro de muitas atividades que no ano anterior se ficavam pela metade. Tenho andado a pensar por exemplo nos casais que se separam, ou nas pessoas alvo de violência doméstica, ou nas mães solteiras… ou em quem vive sozinho por exemplo com dois ou três filhos e que por motivos que nos são alheios têm de recomeçar vezes sem conta… e virar-se sozinhos, os mais afortunados talvez com a ajuda da família e dos amigos.

Tendo a habitação como bitola e para por exemplo uma mulher ou homem que vivam por sua conta e risco, recém divorciados, com um salário médio, se tiverem poupanças poderão ter casa própria, o que dificilmente acontece, mas mesmo nesse o caso, as despesas multiplicam-se em água, luz, gás, condomínio, seguro da casa e do condomínio, comida de marca branca e um docinho de quando em vez, despesas dos miúdos, carro em modo Uber a várias horas do dia, com os respetivos valores inerentes, como seguros e gasóleo a preços que nos fazem querer ir gritar para a curvachia…and son on, and so on… já nem estou a falar de quem tem uma renda ou uma (ou várias) prestações para pagar.

Estava a pensar na organização de “visitas de estudo” em escolas públicas de 3º ciclo, com valores que passam os mil euros e na frustração que isso gera nalguns alunos cujos pais não têm condições de as pagar… mas que na verdade são limitadas em número de participantes. Estava a pensar por exemplo na proteção e nos apoios sociais para pessoas viúvas, ou para as famílias numerosas, ou para algumas pessoas mais vúlneráveis…

Parte-se do principio por exemplo de que quem opta por viver por sua conta com filhos, mesmo com guarda partilhada, não precisa de apoio social, de cuidado, de formas de ir trabalhar que não demorem 1h30 para fazer 5km, de não sair do trabalho a horas inusitadas para levar os filhos às atividades ou porque não é recomendado que permaneçam na escola após o término das aulas.

Ouvia de manhã na rádio pública que o trafico de droga está a aumentar em Portugal… Não me admira que possa crescer exponencialmente, o tráfico ou a prostituição… como dizia a minha avó… às vezes só mesmo indo roubar para a estrada. Ai Portugal, Portugal… Valha-nos Jesus, o Messias, e a nossa seleção!!!! Viva! Viva!