Opinião

A utopia da cultura

20 abr 2018 00:00
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Sérgio Felizardo, Editor-in-Chief Vice Portugal

Quanto ao que nos motiva, é a nossa missão.

“Os obstáculos são sempre muitos, mas vão surgindo e sendo resolvidos. Diria que o maior obstáculo está sempre na cabeça das pessoas (a quem propomos as ideias). Quando pensamos 'Bora lá fazer isso', mas às vezes o 'isso' não é evidente.

É um diálogo inacabado, constantemente em mudança, em conversa sobre o que pode ou não ser feito. Fora isso é a guerra habitual de todos os festivais, conseguir apoios e etc. Quanto ao que nos motiva, é a nossa missão.

Continuamos, porque é um Festival com uma missão, com pensamento, quer em relação aos artistas quer com a Ilha, com as pessoas e com o público. A missão de unir tudo isto”. Roubo as palavras ao António Pedro Lopes, um dos directores e programadores do Festival Tremor, dos Açores, numa entrevista à VICE.

Como poucos o fazem - se é que alguém, na verdade -, o António escolheu abordar a questão sobre as maiores dificuldades de criar, promover e difundir cultura no País real, pela perspectiva do “obstáculo que está na cabeça das pessoas”.

Financiamentos, apoios e essas coisas, são um “etc”, um dos elementos desta tal coisa de criar, promover e difundir cultura no País real dos 0,8%. Ou seja, depreende-se, com mais ou menos dinheiro, com mais ou menos esgotamentos mentais atrás de patrocinadores e mais ou menos horas de burocracias estatais a roubarem tempo ao pensamento auto-crítico essencial para que  

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