Opinião

À segunda só cai quem quer

24 fev 2017 00:00
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Alexandra Azambuja, publicitária

Felizmente que quem manda na cidade não perguntou nada aos habitantes se queriam ter uma Capital Europeia da Cultura.

É assim que se vê a fibra dos homens: decidem e pronto, cá agora estar com rodriguinhos de saber o que as pessoas querem...

Está bem que ainda faltam 10 anos até 2027 e que a capital de Guimarães dizem que custou um horror de dinheiro, mas não sou eu que pago portanto...  

Aliás, desde que entrámos para a CEE que este “alguém há-de pagar” calha bem, o pior é o estádio que não serve de nada e afinal ainda temos de o pagar, não sei porquê, se calhar é o que queria dizer “viver acima das possibilidades” mas também quem é que quer saber disso?

Isto da Capital Europeia há-de ser muito diferente. Primeiro a cultura é uma lindeza, muito melhor que a bola, depois vai que enchemos os teatros da cidade e o Mimo e outros edifícios que entretanto a câmara compra e alguma coisa se há-de arranjar para lá fazer, então não há-de?

E mesmo que se gaste um ror de dinheiro nas festas da Capital, a gente gosta de festas. O que se há-de fazer aos edifícios depois? Ora quero cá saber, alguém há-de pensar nisso, ainda falta tanto tempo...

Segundo o dossier de candidatura apresentado por Guimarães em Bruxelas, a CEC 2012 tinha um orçamento global de cerca de 111 milhões de euros, sendo que 70 estavam destinados a equipamentos novos e renovação urbana.

O pior é o resto, quando a coisa não corre bem. O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), o maior investimento de Guimarães Capital Europeia da Cultura, custou 16 milhões de euros.

Em 2015 teve 13500 visitantes... A mim intriga-me sempre esta coisa dos números. Ele é previsões, ele é milhões e depois 13500 visitantes num ano..

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