Opinião

A resistência aos antibióticos

16 nov 2017 00:00

A resistência aos antibióticos (RA), apesar de ser um fenómeno natural, constitui um sério problema de saúde pública, relacionado com o aumento dos custos com os cuidados de saúde, com o insucesso terapêutico e por vezes com a morte.

O aumento crescente da RA é um problema complexo resultante de múltiplos fatores, entre os quais se encontra a utilização excessiva, e por vezes sem indicação clínica, dos antibióticos, quer nos seres humanos quer nos animais.

Nos Estados Unidos, utilizam-se cada ano 3,4 mil toneladas de antibióticos em seres humanos doentes e 8,9 mil toneladas em animais, ou seja, cerca de 70% da produção de antibióticos é utilizado em animais, muitas vezes associada à alimentação, erradamente como fator de crescimento.

Apesar do aumento das bactérias multirresistentes, sem medicamentos capazes de as combater, prevê-se que o consumo de antibióticos, a nível mundial, aumente 67% até 2030. Caso se mantenha este consumo excessivo, em 2050 estima-se que morrerão 10 milhões de pessoas devido a infeções causadas por bactérias resistentes.

Na Europa, o consumo de antibióticos tem uma grande variação entre os diferentes países, com menor consumo no Norte, moderado no Leste e alto no Sul, ou seja, há um gradiente de consumo Norte-Sul, em que os do Sul são os maiores consumidores. Este facto tem impacto na RA, que é menor nos países do Norte da Europa, onde o consumo é menor.

 

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