Opinião

A opressão da igualdade

16 mar 2018 00:00
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Mariana Violante, activista

Ou seja: o mundo é injusto, e as coisas são como são, boys will be boys, e há a ordem natural das coisas, não é?

Diz que estamos em Março, e Março é o mês da Marcha das Mulheres (isto em inglês tinha resultado tão melhor…). É um mês importante, celebra-se uma data que diz respeito à maioria da população mundial, ou pelo menos a metade dela. Já sei que já passou o dia 8 e muitos acharão que já chega deste assunto, que está na hora de voltar ao normal.

Ou seja: o mundo é injusto, e as coisas são como são, boys will be boys, e há a ordem natural das coisas, não é? Não! Desculpem, mas não. Estamos no século XXI, ano 2018, e a Simone já explicou que não se nasce mulher - torna-se mulher, a Emmeline já partiu muita janela para eu poder votar, e as Rosas já mostraram que isto do feminismo não diz respeito só ao género, tem muuuuuito mais que se lhe diga - os mais distraídos que googlem, a wikipedia ajuda!

Passando essa parte que já todos devíamos saber, e que supostamente nenhum homem moderno contesta, resta a pergunta que não se cala: mas então por que é que em certos países que se acham tão civilizados (ai esta palavra!) ainda chora um homem a cada segundo por se falar de feminismo?

“Isso para mim não é assunto!”, chora o pai; “Ai que isto do assédio é uma caça às bruxas”, lamenta-se o irmão; “Essas chatas que odeiam homens!”, choraminga a prima que não quer ser confundida; “Ai, mas na língua o masculino é neutro”, soluça o Ricardo Araújo Pereira.

 

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