Opinião

A oportunidade perdida

15 ago 2017 00:00
orlando-fernandes
Orlando Fernandes *

Este ano, a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) celebra o seu 50.º aniversário.

Composto pela Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Brunei Darussalam, Lao, Camboja, Vietname e Myanmar, a ASEAN é hoje a região com maior dinamismo económico a nível mundial.

O FMI e o Banco Mundial estimam que as economias da ASEAN, que agrupam quase 629 milhões de habitantes, cresçam cerca de 5% tanto em 2017 como em 2018. Esta é uma história de sucesso que dura há mais de quatro décadas.

Entre 2004 e 2015, o PIB das economias da ASEAN, a preços correntes, cresceu de 833 milhões de dólares para quase 2,5 biliões de dólares. Da mesma forma, o PIB per capita passou de 1500 para 3867 dólares durante esse mesmo período.

No entanto, Portugal parece ter passado ao lado desta região em termos de relações comerciais. De acordo com a UN Comtrade, entre 2000 e 2015, as relações comerciais e Portugal com a ASEAN tiveram pouca representatividade no comércio externo nacional, não ultrapassando mais de 2,5% do total.

Durante este período, as exportações tiveram um aumento pouco significativo, passando de 121 milhões para 152 milhões de dólares. Pelo contrário, as importações da ASEAN aumentaram de 303 milhões para 644 milhões de dólares para o mesmo período.

Os números do comércio entre Portugal e a ASEN contrastam com os da União Europeia (UE), que ultrapassam os 70% do total do comércio externo português.

 

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