Opinião

A minha rua tem um semáforo

26 set 2017 00:00
vitor-hugo-ferreira
Vítor Hugo Ferreira *

A “tragédia dos comuns” pode ser descrita como um problema económico em que cada indivíduo tenta obter o maior retorno possível de um determinado recurso (usualmenteum recurso partilhado).

À medida que a procura pelo recurso agrava a oferta, todos os indivíduos que consomem uma unidade adicional prejudicam diretamente os outros (eventualmente destruindo esse recurso). Geralmente este recurso é facilmente acessível a todos os indivíduos.

No fundo, a tragédia dos comuns ocorre quando as pessoas, ao procurarem o ganho pessoal, negligenciam o bem-estar da sociedade. A pesca ao largo das costas é um excelente exemplo da tragédia dos comuns. Ao longo de centenas de anos, os pescadores acreditavam que os “bancos de pesca” eram quási infinitos.

Contudo, à medida que a tecnologia evoluiu, os pescadores aumentaram a competição entre si, pescando cada vez mais peixe. Quando o recurso se torna escasso (neste caso espécies de peixe), o seu valor aumenta, criando incentivos para a sua sobre utilização.

Outra questão subjacente a este problema é que aqueles que utilizam abusivamente os recursos têm custos marginais inferiores aos indivíduos que não o fazem.

Assim, um pescador que sobrepesca terá maiores retornos e, da mesma forma, uma empresa que maximiza a utilização do seu ecossistema – poluindo – tem custos inferiores relativamente às empresas que não o fazem.

 

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