Opinião

A inovação e o charme português!

26 abr 2018 00:00

Certamente Portugal não é o único país na corrida por estes investimentos.

A estratégia portuguesa de captação de investimento externo parece corroborar a teoria que defende a inovação como o principal meio de uma nação auferir crescimento e desenvolvimento económico.

A última operação de charme do governo em Davos permitiu anunciar a instalação em Portugal do novo centro de serviços para a Europa, Médio Oriente e África da Google. E esta captação não é propriamente um caso isolado, vem na senda de outras conquistas, desde o centro de competências digitais da Mercedes, até ao centro de investigação da Bosch.

Certamente Portugal não é o único país na corrida por estes investimentos. Em pano de fundo, os países batem-se pelos potenciais investidores numa quase comparação fálica adolescente, “o meu país é maior e melhor que o teu!”.

Mas ser competitivo nessa corrida é mostrar relevância em critérios que despertem o interesse dos investidores. Que bons critérios apregoam os nossos governantes? Talvez digam que a nossa competitividade assenta no pilar educativo.

No entanto, quer o défice geral de formação do mercado laboral quer o facilitismo com que tem sido permitida a fuga de cérebros para outros países, que em 2016 representou 40% da emigração (entre eles, muitos engenheiros ligados ao sector das tecnologias, e eu conheço uns quantos aqui da região!) não abonariam a favor.

Talvez mencionem que a nossa vantagem competitiva assenta em subindicadores de inovação, que são preditores estatisticamente relevantes do crescimento económico e por conseguinte uma garantia de taxa de retorno para os investidores.

Porém, não obstante as nossas boas escolas tecnológicas e as infraestruturas de I&D instaladas, outros países da união europeia estão bastante mais fortes, por exemplo, na criação de startups de base tecnológica, que é uma proxy do nível da inovação.

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