Opinião

A Cultura não era de esquerda?

12 abr 2018 00:00

Creio já ter ficado claro que a promoção da Cultura a Ministério foi apenas para inglês ver, uma vez que apesar de os discursos irem no sentido, a prática tem sido bem diferente.

Há em Portugal quem perfilhe a ideia de que a dona da Cultura em Portugal é a esquerda. Esta é uma ideia peregrina que tem sido desmentida pela realidade, que assim tira o tapete à ficção (e à usurpação, diga-se).

Creio já ter ficado claro que a promoção da Cultura a Ministério foi apenas para inglês ver, uma vez que apesar de os discursos irem no sentido, a prática tem sido bem diferente.

O subfinanciamento do setor nos últimos três Orçamentos do Estado ajudam a suportar a narrativa de que a Cultura está longe de ser uma prioridade política deste Governo e dos partidos que o suportam.

Mas na semana que passou ficou ainda mais evidente a hipocrisia da esquerda em Portugal. Após vários atrasos, ficámos a conhecer os resultados provisórios das candidaturas ao apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes) para o período 2018-2021. E a montanha pariu um rato.

Os resultados ficaram muitíssimo aquém do que se andava a propagandear. Teatros com financiamento cortado e companhias com várias décadas de carreira que ficaram excluídas de qualquer financiamento até 2021.

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