Opinião

2017 – A derrota histórica do PSD em Leiria. Porquê?

19 set 2017 00:00
marcio-lopes
Márcio Lopes *

Paraquedismo é o único desporto em que, mesmo que o equipamento se avarie, é possível chegar mais rápido ao final. O chão.

Quando Isabel Damasceno perdeu as eleições em 2009, fui ter com ela à câmara municipal e disse-lhe: “O político é um produto. E, como todos os produtos, está sujeito a um ciclo de vida. O que você tem de fazer agora é agarrar na concelhia. Torná-la mais forte”.

Mas como é próprio da natureza humana e, sobretudo, da lógica partidária, ela afastou-se (não sabemos se para sempre). E, ao afastar-se, abriu o flanco para o afundanço geral do PSD em Leiria.

Para as eleições de 2013, o PSD foi buscar o paraquedista Álvaro Madureira, e obteve 15.732 votos. Ou seja: nove mil votos a menos do que em 2009. Ora, quando estamos num buraco, qual é a primeira coisa que devemos fazer? É parar de cavar.

Para as eleições deste ano, o PSD foi buscar Fernando Costa. Um outro paraquedista que poderá inscrever o epitáfio mais derrotista do partido em Leiria. O que tem contribuído para a derrota do PSD tem sido a prática nefasta e hermética do caciquismo concelhio.

Álvaro Madureira e Fernando Costa não são erros de casting. São o resultado dos interesses internos do partido, desprezando a história do PSD na região.

 

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