Sociedade

Utentes continuam sem comboios entre Caldas da Rainha e Meleças desde a tempestade

8 jun 2026 17:06

A Comissão para a Defesa da Linha do Oeste continua a exigir a reparação, urgente, do troço entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, para que seja reactivada a circulação ferroviária

utentes-continuam-sem-comboios-entre-caldas-da-rainha-e-melecas-desde-a-tempestade

Quase cinco meses sem comboios, entre Caldas da Rainha e Meleças, desde a tempestade Kristin, a que acrescem as anteriores interrupções, supressões e atrasos de horas que marcaram o final do ano de 2025, a Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) reitera que as soluções alternativas impostas aos utentes, para este percurso são "indignas e revelam a total desconsideração e desrespeito para com quem precisa de utilizar o comboio regularmente para ir trabalhar ou estudar".

Segundo a Comissão, os tempos de percurso em autocarro, a alternativa para os utentes é de 2:45 horas, "com atrasos sistemáticos no cumprimento dos horários".

"As razões que justificam esta situação são mais do que conhecidas, mas as medidas para as resolver e o prazo para que tudo volte à normalidade não se conhecem. O ministro das Infraestruturas, poucos dias após as intempéries, avançou com nove meses, no mínimo, para a interrupção da circulação ferroviária na Linha do Oeste. A Infraestruturas de Portugal confirmou dias depois estes nove meses, sem que se conhecessem estudos que confirmassem os 'palpites'", acrescenta a nota de imprensa.

A Comissão afirma que dos nove meses previstos, quatro já passaram. "Nalguns dos locais em que a intempérie teve mais impacto, como o Outeiro da Cabeça, com muitas dezenas de metros de linha levantada e arrastada, aparecem apenas agora os trabalhos iniciais de reparação. E, em locais onde os danos foram menores, como no Pinhal (entre Óbidos e A-da-Gorda) não houve qualquer preocupação em reparar rapidamente, contrariamente ao que aconteceu próximo de Valado de Frades", aponta.

Considerando que os nove meses se esgotam rapidamente, o movimento de cidadãos teme que "as obras relativas aos danos das intempéries" não sejam efectuadas e, "muito menos, as referentes à modernização e electrificação do troço Caldas da Rainha/Meleças".

"Estão, portanto, a enganar os utentes, prometendo o que não irão cumprir. A CPDLO continua a exigir a reparação, urgente do troço entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, para que seja reactivada a circulação ferroviária entre aquelas duas estações e entre a Malveira e Meleças, ficando apenas a ser assegurado em autocarro o percurso entre Torres Vedras e a Malveira", reforça.