Sociedade

Um amor mais forte do que a paixão pelo futebol

7 out 2017 00:00

Carlos Cândido, futebolista de Leiria, foi convidado para jogar no Porto, Belenenses e Beira-Mar.

Fotografia: Ana Camponês
Fotografia: DR
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Com apenas 14 anos federou-se nos principiantes do então chamado Futebol Clube Marrazes, em Leiria, o único com este escalão no País. Foi campeão distrital em duas das três épocas em que esteve neste escalão. Já em juniores foi novamente campeão distrital, em 65/66. Na época seguinte foi convidado para treinar na Selecção Nacional de futebol. Falamos de Carlos Cândido, natural de Leiria, um futebolista a quem a carreira profissional passou ao lado. Mas sem arrependimentos.

O seu talento não passou despercebido. Durante os dez dias em que treinou pela selecção, Carlos Cândido foi abordado por representantes do Futebol Clube do Porto, do Belenenses e do Beira-Mar, mas recusou todos os convites para jogar naquelas equipas. Porquê? “Já namorava a minha mulher. Era uma paixão assolapada. Não queria perder isso.” Se optasse pelo futebol profissional, Cândido perderia a mulher da sua vida. “Ela teria ido para Londres, porque tinha lá familiares. Hoje, não teria os filhos e os netos que tenho.”

Foi também, por diversas vezes, convidado a jogar no União de Leiria – clube que nasceu em 1966, altura em que o Marrazes passou a denominar-se Sport Clube Leiria e Marrazes – mas recusou sempre. Na época de 67/68 iniciou o primeiro ano em seniores no clube dos Marrazes.

O treinador era José Bastos, antigo guarda-redes do Benfica, que com ele trouxe jogadores de Lisboa. “Viveram-se momentos de sonho. O ambiente era fantástico a tal ponto que alguns jogadores que vieram de fora acabaram por ficar a viver nesta nossa linda e acolhedora cidade de Leiria, onde ainda permanecem nos dias de hoje.”

No ano seguinte é chamado para cumprir o serviço militar. Mas o futebol não deixou de estar presente. Esteve em Moçambique durante dois anos. Nos 18 meses em que esteve na cidade de Tete fez parte de uma equipa de futebol de salão tendo sido campeão provincial. Os meses seguintes foram passados na cidade da Beira, a representar a equipa de futebol do Ferroviário da Beira, e foi também escolhido para a Selecção Militar de Moçambique, na modalidade de basquetebol.

Terminada a tropa, Carlos Cândido volta a Leiria, então com 24 anos. Casou pouco tempo depois do regresso e começou a trabalhar numa seguradora, onde esteve como gerente e coordenador geral.

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