Sociedade

Tubarões e raias das Berlengas na mira dos cientistas

21 dez 2017 00:00

Projecto Find Ray Shark vai monitorizar espécies ao longo de três anos

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Daniela Franco Sousa

Nos próximos três anos, os cientistas vão andar de olhos postos nos tubarões e nas raias que habitam os mares do Arquipélago das Berlengas. Em causa está o projecto FindRayShark, à luz do qual serão desenvolvidas técnicas inovadoras para monitorizar as populações.

Sofia Henriques, investigadora do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e responsável pelo projecto, salienta que os objectivos desta pesquisa – que resulta de contributos de cientistas de Lisboa, Açores, Vairão e da Justdive, escola de mergulho de Peniche – é monitorizar as espécies sem as perturbar, ao contrário do que sucede com as práticas intrusivasde captura ou marcação. E, por outro lado, visa ainda propor medidas de conservação concretas.

Quanto às técnicas de monitorização, consistem no uso de câmaras subaquáticas remotas com isco e na recolha de ADN ambiental, isto é, vestígios de ADN que os organismos deixam no ambiente ao passar.

“A técnica irá ser primeiro testada nos Açores, e posteriormente será aplicada na Área Marinha Protegida das Berlengas, onde o conhecimento sobre estas espécies mais vulneráveis (raias e tubarões) é muito escasso e por isso não existem medidas de conservação dirigidas”, explica Sofia Henriques.

“Nas Berlengas iremos utilizar estas duas técnicas para adquirir conhecimento sobre as espécies de raias e tubarões existentes, as suas abundâncias e áreas mais críticas (como por exemplo: agregação, alimentação e crescimento de juvenis.

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