Sociedade

“Temos óptimas vozes portuguesas que poucos conhecem no País”

15 jul 2017 00:00

Rita Marques, natural das Caldas da Rainha, frequenta o Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, em Valência, Espanha.

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A vontade de “progredir” profissionalmente, de conhecer novas pessoas e de “contactar com formas de trabalhar diferentes das que estava habituada em Portugal”. Foram estes os principais motivos que levaram Rita Marques, natural das Caldas da Rainha, a candidatar-se ao Centre de Perfeccionament Plácido Domingo (CPPD), em Valência, Espanha.

Desde Setembro do ano passado que frequenta o CPPD, “um centro de alto rendimento de jovens cantores”, explica Rita Marques, soprano. “Devo confessar que nunca pensei que entrava. Pensava que iria ter uma boa oportunidade de conhecer pessoas e, no fundo, sentir os nervos de fazer uma audição tão importante. Ficar seleccionada foi uma óptima surpresa!”, afirma.

Em Valência “acontecem mais coisas”, frisa a artista, salientado o maior número de oportunidades que tem para “ver e experimentar coisas que em Portugal”, por enquanto, não teria. “Acho muito importante, não só para um músico mas para todas as pessoas, ter noção do que se passa no Mundo.”

Os dias de Rita Marques passam por estudar partituras, preparar concertos, horas de estudo individuais e aulas com pianistas, além do treino físico que ensina “a estar, a caminhar e a agir em palco e ensaios das produções”. E tem também aulas de psicologia, que ajudam nas encenações. “Aprendemos a perceber psicologicamente as personagens que interpretamos.”

A soprano afirma que estar no CPPD está a ser muito gratificante. “Não podia estar mais agradecida por estar a ter esta oportunidade enorme de aprender e progredir.” O cansaço que, por vezes, se acumula, por tantas horas de estudo e trabalho, nunca domina. “A sensação de olhar para trás e ver tudo o que aprendi este ano não tem descrição possível”, acrescenta. “É uma sorte que nunca vou saber agradecer bem.”

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