Sociedade

Suspeita de crimes de violência doméstica em Leiria coloca dois homens em prisão preventiva

28 jan 2020 09:22

Tribunal de Leiria aplicou medida mais gravosa a suspeito que bateu na mãe e a arguido que molestou ex-namorada

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Juiz de instrução criminal do Tribunal de Leiria aplicou medida de coacção mais gravosa
Ricardo Graça

O Tribunal de Leiria decretou a prisão preventiva a um homem suspeito de ter agredido a mãe, crime pelo qual já foi condenado.

Segundo a página da Procuradoria da República da Comarca de Leiria, o homem, de 41 anos, "é consumidor de produtos estupefacientes e ingere bebidas alcoólicas em excesso”, “molestou física, verbal e psicologicamente a vítima, de 66 anos - que padece de várias enfermidades - no interior da residência comum, no concelho de Leiria”.

“Os factos foram cometidos a partir de Setembro de 2019, em crescendo de agressividade, tendo o arguido proferido insultos e ameaças de morte contra a mãe, para além de lhe ter cuspido na cara e desferido um murro e uma bofetada, em duas ocasiões distintas”, refere a nota do MP.

A mesma fonte revela ainda que o arguido já foi condenado pela prática de vários crimes, designadamente, de violência doméstica, contra a mesma vítima, por sentença transitada em julgado em Dezembro de 2019.

A investigação é dirigida pelo Ministério Público da 2.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, com a coadjuvação da PSP de Leiria.

Arguido molestava ex-namorada

O MP anuncia ainda na mesma página que outro homem de 52 anos também ficou em prisão preventiva, sendo suspeito da prática de dois crimes de violência doméstica cometidos contra a ex-namorada.

“Existem fortes indícios de que o arguido, durante a relação de namoro que manteve com a vítima, entre 2016 e 2018, a molestou física, verbal e psicologicamente”, acrescenta a nota.

O MP refere ainda que “já depois de a vítima ter terminado a relação de ambos, o arguido, a partir de Novembro de 2019, não aceitando a separação, proferiu insultos e ameaças de morte contra a mesma, difamou-a nas redes sociais e perseguiu-a de forma sistemática”.

A investigação é dirigida pelo Ministério Público da 2.ª Secção do DIAP de Leiria, com a coadjuvação do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vitimas Específicas do Comando Territorial de Leira da GNR.

 

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