Desporto

Sopraram-lhe um segredo ao ouvido e Diana voou para o Europeu

5 mar 2020 09:46

Rita Vieira disse as palavras que tranquilizaram a amiga, colega e parceira de trampolins desde os três anos de idade

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Diana Silva (à direita) nunca tinha estado numa prova sem Rita Vieira (à esquerda)
Ricardo Graça

Aquele dia era importante. Mesmo muito importante. E Diana Silva, que costuma reagir bem à pressão competitiva, sentia-se “em baixo”. Também não era para menos.

Pela primeira vez, em 11 anos de ginasta, estava em prova sem a companhia da amiga, parceira diária de treino, com quem conquistou quatro títulos nacionais de trampolim sincronizado e participou em três Campeonatos do Mundo por Idades.

É que, quatro dias antes, Rita Vieira partiu o braço esquerdo numa queda do trampolim e não pôde marcar presença ali, na segunda prova qualificativa para o Campeonato da Europa, que decorreu no passado domingo em Santo Estevão, Benavente.

“Faltava-me um suporte”, explica Diana, de 14 anos. “Foi um dia difícil. Ela apoia-me sempre e eu apoio-a e senti-me muito sozinha.” O treinador, atento, percebeu que tinha de fazer qualquer coisa para alterar o estado da sua pupila. Ela estava a minutos de se qualificar para o Europeu, mas não estava com o ânimo certo para saltar.

Vai daí, Rui Branco liga para a Rita, também ela com 14 anos. Pede-lhe para dar uma força à colega, para ajudá-la a conseguir uma prestação que lhe garanta a qualificação para Gotemburgo. “Telefonou-me a dizer que a Diana estava preocupada. Falei com ela, desejei boa sorte e ela desejou-me as melhoras.”

Rita Vieira sabe que, se tivesse sido ao contrário, também teria sofrido com a ausência. “Sentiu a minha falta, é normal. Partilhamos tudo. Tudo o que faço, ela vem atrás de mim e ao contrário também é verdade. Sem ela não é a mesma coisa”, justifica.

Na verdade, o telefonema fez efeito. A prova “não foi perfeita”, mas foi suficientemente boa para garantir a qualificação de Diana Silva para o Europeu de juniores. “Mudou o meu espírito. Senti que, apesar de estar longe, a Rita estava comigo.”

Mas o domingo não deixou de ser “agridoce” para a comitiva do Trampolins Clube de Leiria. Se é verdade que foi garantida uma qualificação, também é que podiam ter sido duas, não fosse a maldita lesão. Ainda por cima, “estava muito bem preparada, a saltar muito bem, focada e confiante”. São coisas que podem “sempre

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