Economia

Smart Ocean suporta criação de empresas relacionadas com o mar

15 mar 2020 11:50

Apoiar o desenvolvimento sustentável da economia do mar, baseado no conhecimento e na inovação, é um dos objectivos do Parque de Ciência e Tecnologia que vai nascer em Peniche

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Ministro do Mar visitou Cetemares, onde lhe foi apresentado projecto do Parque de Ciência e Tecnologia
Raquel de Sousa Silva
Raquel de Sousa Silva

Promover interações entre academia, indústria e entidades oficiais, para fomentar o desenvolvimento económico e social das comunidades costeiras; apoiar o desenvolvimento sustentável da economia do mar, baseado no conhecimento e na inovação; e fornecer serviços e acesso a uma infraestrutura de excelência são os três vértices da missão a que se propõe o Parque de Ciência e Tecnologia que vai nascer em Peniche.

O Smart Ocean, que o Politécnico de Leiria (um dos parceiros do projecto) deu esta segunda-feira a conhecer ao ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, é um investimento superior a 3,5 milhões de euros e está desenhado para servir de interface entre os sistemas empresarial e científico.

Será dotado de “condições de excelência”, em termos físicos e de equipamentos tecnológico, com vista à incubação de empresas de aquacultura, biotecnologia, inovação alimentar, turismo costeiro e tecnologias de informação, comunicação e electrónica.

“Pretende mudar o paradigma da economia do mar na região”, promovendo a criação de novas empresas e de novos produtos nesta área, explicou na ocasião Sérgio Leandro, coordenador científico do projecto.

Depois da constituição da associação sem fins lucrativos que vai gerir o parque, e de que são parceiros promotores também a Câmara de Peniche, a Docapesca e o Centro de Inovação em Biotecnologia de Cantanhede, foi apresentada uma candidatura ao Centro 2020, que se espera tenha aprovação ainda este mês.

A ideia é que a empreitada da obra do edifício seja lançada ainda este ano e que o mesmo possa entrar em funcionamento em 2021, com a incubação de empresas.

Os números

3,5

investimento previsto é superior a 3,5 milhões de euros e foi alvo de uma candidatura ao Centro 2020

“O Smart Ocean não se esgota no edifício, mas ele é uma ferramenta fundamental para este Parque de Ciência e Tecnologia”, explicou Sérgio Leandro na apresentação.

“Com inovação e ciência podemos tornar este território mais sustentável. Temos um porto, indústria e investigação, mas faltava uma plataforma para ligar estas áreas ao tecido empresarial”, afirmou o coordenador científico.

Há já várias empresas interessadas em instalar-se no Smart Ocean: Pontos Aqua (aquacultura e indústria alimentar), Bitcliq (tecnologia da informação, comunicação e TICE), SEAentia e Flying Sharks (ambas na área da aquacultura), I&D Food (inovação alimentar/biotecnologia), Bluegrowth (consultoria), Domatica (internet of things) e Youseame (turismo náuti

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