Sociedade

São repetentes... nos melhores resultados: Maceira e S. Miguel

21 fev 2019 00:00

Ranking: O Colégio S. Miguel, em Fátima, voltou a registar a melhor média da região no secundário. Nas escolas públicas, a Henrique Sommer, na Maceira, continua a destacar-se

Foto: Ricardo Graça/Arquivo
Jacinto Silva Duro

Clique no canto superior esquerdo para ver o ranking da região

A melhor escola pública da região de Leiria voltou a ser a Básica e Secundária Henrique Sommer, em Leiria, que alcançou o 40.º lugar no ranking nacional, de acordo com a análise do jornal Público, que incluiu todas as escolas onde são realizados, pelo menos, 50 exames.

O Colégio S. Miguel, em Fátima, também é repetente no primeiro lugar, classificando-se como a melhor escola de todas, garantindo a 36.ª posição em termos nacionais.

Este estabelecimento de ensino com contrato de associação destaca-se ainda, uma vez mais, por ser a melhor do País no ranking dos ‘percursos directos de sucesso’, que distingue as escolas que melhoraram os percursos dos alunos.

O indicador criado pelo Ministério da Educação mede o sucesso dos alunos consoante o seu percurso no secundário, contabilizando quantos é que chegam ao fim sem terem chumbado no 10.º e 11.º anos e com positiva nos exames de 12.º ano.

A comparação é feita com os alunos de todo o País que tenham um perfil semelhante, para que haja uma leitura justa. Este ranking alternativo permite que escolas com notas mais baixas se possam também destacar, porque garantem aos alunos melhores resultados no seu percurso. No top cinco estão três escolas da região.

Além do Colégio S. Miguel, a Escola Básica e Secundária da Guia, em Pombal, ocupa o terceiro posto e a Secundária de Porto de Mós o quinto. Também o Instituto D. João V, em Pombal, e a Escola Básica e Secundária Fernão Pó, no Bombarral, subiram vários lugares nesta lista alternativa.

Manuel Lourenço, director do Colégio S. Miguel, afirma que “os bons resultados decorrem de uma prática pedagógica, onde cada aluno é visto na sua individualidade específica”.

“Temos práticas verdadeiramente inclusivas. Isto significa que, apesar das dificuldades que eventualmente possam revelar, nenhum aluno fica para trás ou é abandonado”, sublinha, ao garantir que o lema do colégio é que “ninguém tem de ser o melhor, mas tem de dar o seu melhor”.

“É esta cultura de exigência, acompanhada com muita amizade e afectividade que explicam os bons resultados. Os nossos alunos, na maioria dos casos, não provêm de um contexto social favorecido. Muitos chegam ao colégio com situações pessoais de grande instabilidade e fragilidade social e emocional. Neste contexto, a preocupação do colégio, além da resposta educativa é dar uma resposta formativa”, acrescenta Manuel Lourenço, garantindo que não trabalham para os rankings.

O director destaca que “estes resultados são um bom indicador”, mas não esgotam os objectivos do colégio, que pretende que os alunos estejam “bem preparados para a vida, bem estruturados, sejam bons cidadãos, quer prossigam para estudos superiores quer iniciem uma actividade profissional, quando terminam o seu ciclo de estudos no colégio”.

Sobre a liderança no ranking dos percursos directos de sucesso, Manuel Lourenço considera que se deve “à capacidade que o colégio tem em fazer progredir os alunos dentro do ciclo”.

“O perfil dos nossos alunos, em geral, não é um perfil social ou económico favorecido. Neste contexto, a preocupação do colégio, além da resposta educativa, é dar uma resposta formativa”, com apoios de “psicologia e orientação, de uma equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva, de uma bolsa de professores que, em permanência, estão disponíveis para dar suporte às actividades lectivas”.

Jorge Bajouco, director do Agrupamento de Escolas Henrique Sommer, admite que o destaque no ranking “faz bem ao ego” e é “um motivo de orgulho”, mas “serve como forma de diagnóstico e de referência” para o trabalho realizado na escola.

O director recorda a conversa de uma ex-aluna, cujos filhos também estudaram na Maceira: “há uns anos as pessoas até questionavam se esta escola de subúrbio iria preparar bem os alunos”. A resposta está à vista. J

orge Bajouco destaca o trabalho, “sobretudo, dos alunos”, e do pessoal docente que tem “uma longa juventude”, o que permite “definir estratégias mais adequadas e dar continuidade a projectos”.

“Conseguirmos fixar um corpo docente de qualidade que dá um valor acrescido. Assentamos a nossa filosofia nos quatro pilares de Jacques Delors para a educação do século XXI: aprender a fazer, aprender a conhecer, aprender a ser e aprender a viver juntos”, salienta Jorge Bajouco, sublinhando a proximidade e a humanização da escola.

No agrupamento existe um apoio individualizado. “Os apoios não podem ser vistos como uma hora que está no horário e o aluno deve ir sempre.  

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