Viver

SAMP, uma casa com gente dentro

7 dez 2017 00:00

Aniversário . Escola de Artes da SAMP celebra, por estes dias, as suasBodas de Prata. Há 25 anos que forma jovens e adultos nas várias formas de expressão artística. Mas este foi também um ano de sucessos, prémios e reconhecimento do trabalho desenvolvido

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Jacinto Silva Duro

Amanhã, dia 8 de Dezembro, sexta-feira, a SAMP - Sociedade Artística Musical dos Pousos, celebra 144 anos de actividade ininterrupta.

A colectividade foi fundada em 1873, numa noite de Verão, na casa do Barão de Viamonte, homem de letras, agricultor, administrador do concelho, jornalista e advogado, nascido no Porto e casado em Leiria.

Passavam 22 dias do início de Agosto e a seu lado estava o grande amigo e sócio-fundador Eça de Queirós. Para as fileiras da “sua” filarmónica, recrutou agricultores e empregados nas suas propriedades rurais, o sal da terra com que haveria de temperar as mentes de Leiria, pouco habituadas a ver o povo a desempenhar semelhante acto de amor pelas artes.

“Morreu novo o seu filho único, pelo que não teve descendência. Mas, se morreu o filho de sangue, não morreu a filha de coração, a SAMP. Não parou de crescer esta filha, e de uma filarmónica casada com tantos pousenses e leirienses, nasceram filhos, netos e hoje já bisnetos e bisnetas. Uma das netas mais atrevidas viria a nascer no dia 3 de Outubro de 1992, a Escola de Artes, de que este ano celebramos os seus 25 anos”, recorda Paulo Lameiro.

Uma “grosa de anos”
O director artístico da SAMP conta que foi também por um acto de amor que muitos voluntários, direcções e colaboradores, dezenas de professores e centenas de amigos, de parceiros e milhares de alunos e suas famílias levaram os seus bebés, para um contacto inicial com a primeira de todas as artes, e aprenderam a dançar e a tocar instrumentos, na Escola de Artes.

“Nestas Bodas de Prata, queremos deixar a nossa gratidão, pelo orgulho que oferece a todos os ‘viamontes’, a todos os que amam a arte dos sons e a arte do amor.”

“Este ano, a comunidade nacional reconheceu o caminho trilhado pela filarmónica dos Pousos, de 1873 à actualidade. A Fundação Calouste Gulbenkian atribui-lhe o Prémio COESÃO 2017, e a Ageing@ Coimbra, com a CCDR, acaba de a distinguir com oPrémio Vida+ de Boas Práticas no Envelhecimento Activo e Saudável”

A celebração contou com vários momentos, para onde foram convidados antigos alunos da instituição e os seus filhos e filhas, que são, agora os actuais discípulos da SAMP. O convite foi estendido aos primeiros bebés do Berço das Artes e foi criada uma exposição comemorativa com artigos na imprensa sobre a instituição.

Em 2017, além do aniversário da sua Escola de Artes, a SAMP celebra aquilo a que Paulo Lameiro baptizou de “uma grosa de anos”. E o aniversário, até agora, tem sido especial. “Este ano, a comunidade nacional reconheceu o caminho trilhado pela filarmónica dos Pousos, de 1873 à actualidade.

A Fundação Calouste Gulbenkian atribuilhe o Prémio COESÃO 2017, e a Ageing@Coimbra, com a CCDR, acaba de a distinguir com oPrémio Vida+ de Boas Práticas no Envelhecimento Activo e Saudável. E houve a edição de um CD duplo com os melhores temas para cantar com pais e bebés, do Berço das Artes.” 

Por terras dos Pousos, a arte é vista como “como motor da inovação social”, ao serviço das comunidades, tendo como substrato os recursos humanos e materiais da instituição regeneradora e progressista, tal como o fundador, a SAMP esteve presente na implantação da República em Portugal, saindo para as ruas de Leiria, para celebrar a mudança de regime, lutou e inovou para encontrar soluções para as crises das duas Grandes Guerras do século XX, para a emigração maciça da segunda metade do século passado, e para a Guerra Colonial em África.

Musicoterapia e programas inter-geracionais Na sede da SAMP, foram criadas orquestras, uma  

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