Sociedade

Quercus contesta abate de árvores junto à EN113 em Ourém

15 jan 2019 00:00

Associação ambientalista defende que a Infraestruturas de Portugal “devia fundamentar e divulgar a decisão” de cortar árvores, entre as quais, estão exemplares de carvalhos-portugueses.

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Jacinto Silva Duro

A associação ambientalista Quercus contesta o corte de várias árvores, nomeadamente choupos-pretos e carvalhos-portugueses, localizadas junto da EN 113, em Ourém.

A organização alega que o abate aconteceu “sem que existisse uma evidente fundamentação técnica” por parte da IP - Infraestruturas de Portugal, entidade gestora das árvores públicas existentes nas imediações das estradas nacionais.

De acordo com um comunicado do núcleo do Ribatejo e Estremadura da Quercus, “além de vários pinheiros-bravos, foram abatidos mais de uma dezena de choupo-pretos e carvalhos-portugueses, estes últimos são árvores bastante raras na Península Ibérica”.

Segundo a Quercus, “na maioria das árvores teria sido mais adequado podar”. “No entanto, parece que o interesse é apenas a obtenção de lenha”, acusa a associação.

A Quercus defende que a IP dever adoptar “boas práticas de gestão do arvoredo, marcando as árvores a intervencionar e disponibilizando publicamente os relatórios de avaliação fitossanitária ou de risco, antes de avançar para o corte das árvores”.

“Estas situações parecem ser recorrentes. Ainda no passado mês Dezembro também em outras regiões existiram abates de árvores de grande porte”, refere a Quercus, sublinhando que, no caso de Ourém, a gestão do arvoredo da EN133 foi entre a uma empresa “sem que seja especializada nesta área”.

O JORNAL DE LEIRIA já solicitou esclarecimentos à IP.