Sociedade

Quase seis milhões de euros para tornar mais resilientes infra-estruturas de saneamento na bacia do Lis

11 set 2026 07:00

Investimentos da Águas do Centro Litoral anunciado esta quinta-feira

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Em Agosto do ano passada, uma avaria numa estação elevatório originou uma descarga poluente no Lis
DR
Maria Anabela Silva

Tornar mais resilientes as infra-estruturas de saneamento existentes na bacia hidrográfica do Lis é o objectivo do investimento de quase seis milhões de euros que a Águas do Centro Litoral tem em curso.

O anúncio foi feito, esta manhã, durante a última reunião da comissão de acompanhamento ao incidente ocorrido em Agosto do ano passado, quando a avaria numa estação elevatória provocou a descarga de esgoto para o rio.

Em declarações a jornalistas, Filipa Alves, presidente do Conselho de Administração da AdLC, explicou que entre os investimentos previstos está a renovação de equipamentos, (bombas, geradores, válvulas ou quadros eléctricos) e mecanismos de automação, que permitam “uma melhor monitorização do desempenho e do funcionamento dos vários equipamentos e das instalações”.

O objectivo é “conferir maior resiliência infra-estrutural e operacional” ao sistema, de forma “evita incidentes desta natureza”, como o que ocorreu a 12 de Agosto de 2025 e que resultou na descarga de milhares de metros cúbicos de efluentes não tratados para o rio Lis. “Depois veio a Kristin, que imputou mais desgaste aos sistemas no seu todo”, acrescentou Filipa Alves.

Da reunião – a última da comissão - saiu também a decisão de criar um grupo de trabalho para acompanhar os problemas do Lis e de reivindicar junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a instalação de um sistema de monitorização da qualidade da água do rio.

Segundo Jorge Vala, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, no encontro foi também abordada a necessidade de “insistir” com a APA para que execute trabalhos de limpeza e de manutenção do leito e das margens do Lis.

Segundo Filipa Alves, a erosão das margens está a deixar infraestruturas, como emissários e coletores, “cada vez mais expostas”, o que “pode condicionar transporte dos efluentes” e até provocar incidentes que resultem em descargas poluentes.