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Quando as pedras falam e contam a história das monjas de Coz

19 fev 2017 00:00

Visitas guiadas gratuitas já atraíram mais de 1600 pessoas.

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Jacinto Silva Duro

Ainda hoje é fácil compreender a escolha do lugar, que parece escondido de todas as novidades do mundo. As últimas 14 monjas do Mosteiro de Santa Maria de Coz receberam instruções para o abandonar em 1834, durante a extinção das ordens religiosas em Portugal. Era o ponto final numa história com 600 anos, que a Câmara Municipal de Alcobaça propõe agora divulgar em visitas guiadas e gratuitas.

Na margem do ribeiro de Coz, um cenário rural de vinhas e pomares, chegam aos nossos dias o corpo central do edifício e algumas ruínas adjacentes. A riqueza da comunidade de mulheres devotas continua a ser testemunhada pelo fulgor barroco das talhas douradas e impressionantes painéis de azulejos. Destaque para as pinturas de Josefa de Óbidos, o retábulo do altar-mor, e, claro, na igreja abacial, o coro das monjas com portal manuelino e cadeiral, mais os 80 caixotões de madeira da abóbada que representam temas iconográficos típicos da espiritualidade católica. Este é, aliás, um Mosteiro que integra a Rota das Abadias Cistercienses.

Vale a pena marcar o 969 642 970 e agendar visita guiada, habitualmente com a duração de 60 minutos. O serviço está disponível com carácter regular desde 1 de Agosto do ano passado e até à data beneficiou mais de 1600 pessoas.

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