Sociedade

Porto de Mós cria Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica

22 fev 2019 00:00

Câmara revela que se registaram 42 queixas em 2018.

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Jacinto Silva Duro

O Município de Porto de Mós vai criar um Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica, com atendimento personalizado e confidencial prestado por uma equipa multidisciplinar.  

Em nota de imprensa, a Câmara de Porto de Mós considera que “não pode ficar indiferente” à violência doméstica, entendendo que a autarquia, é “uma das diversas instituições que devem actuar nas políticas públicas no âmbito da cidadania e da promoção e defesa da igualdade de género”  

“Numa perspectiva mais técnica e como forma de dar resposta aos pedidos de apoio que possam surgir nos nossos serviços, o Município de Porto de Mós constituiu um Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica, disponibilizando uma equipa multidisciplinar com técnicos de várias áreas (assistência social, psicologia, sociologia e apoio jurídico) de forma a proporcionar um atendimento personalizado e confidencial às vítimas, prestando apoio e encaminhamento consoante a situação vivenciada”, salienta o comunicado.

O Município revela que este concelho do distrito de Leiria “não é dos piores”. Em 2018, registaram-se 43 casos de violências doméstica, tendo-se verificado menos dois em relação ao ano anterior.   “No entanto, não podemos cruzar os braços e ficarmos conformados. O ideal era que estes números fossem zero."

Por isso, a Câmara liderada por Jorge Vala aposta num trabalho de prevenção "pela tomada de consciência que as questões da violência doméstica andam de mãos dadas com os direitos humanos em geral, assim como, pela importância do respeito pela igualdade de género na medida em que está intrinsecamente ligada a esta problemática”.  

A autarquia recorda ainda que tem vindo a dinamizar acções de sensibilização em parceria com as escolas do concelho, através de peças de teatro, palestras e demais dinâmicas, nomeadamente, de caráter desportivo, com o objetivo de “passar a mensagem”, sobretudo, “na fase do namoro, na tão complexa fase da adolescência que só por si, já provoca um turbilhão de alterações físicas e emocionais suscetíveis de despoletar comportamentos de risco no contexto da violência doméstica.” 

O Município tem vindo a dinamizar acções de sensibilização em parceria com as escolas do concelho, através de peças de teatro, palestras e demais dinâmicas, nomeadamente, de carácter desportivo, com o intuito de "passar a mensagem", desde logo, "na fase do namoro, na tão complexa fase da adolescência que só por si, já provoca um turbilhão de alterações físicas e emocionais susceptíveis de despoletar comportamentos de risco no contexto da violência doméstica".

A par disso, o Município de Porto de Mós aderiu ao projecto Municípios Solidários com as Vítimas de Violência Doméstica, uma iniciativa da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) em parceria com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).    

No âmbito deste projecto e como interlocutora do Município de Porto de Mós com a CIG e a ANMP, a vereadora Telma Cruz foi designada conselheira local para a Igualdade, a quem cabe, entre outras competências, acompanhar e dinamizar a implementação das medidas previstas nas estratégias locais de promoção da igualdade, nomeadamente o Plano Municipal para a Igualdade, e de prevenção da violência doméstica e outras formas de discriminação.