Viver
Porque as árvores morrem de pé: exposição colectiva evoca temporal
Inauguração no próximo fim-de-semana na livraria Arquivo
Chama-se Porque as árvores morrem de pé e é uma exposição comunitária que tem origem numa convocatória lançada através das redes sociais.Texto, ilustração e fotografia são as categorias representadas. A inauguração, na livraria Arquivo, em Leiria, está agendada para o próximo sábado, durante a tarde, com início às 18:30 horas.
A iniciativa, da livraria Arquivo, tem curadoria de Paulo Kellerman e Sandrine Cordeiro. Revela-se ao público um dia após o início da Primavera e na data em que se comemora tanto o Dia Mundial da Árvore como o Dia Mundial da Poesia.
Com a passagem da depressão Kristin pela região, o património natural foi especialmente devastado. O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, chegou a falar em mais de 5 milhões de árvores atingidas. Incluindo, na cidade, árvores mais antigas e de maior porte, distribuídas pelos principais parques e jardins.
Na Villa Portela, por exemplo, os ciprestes centenários sofreram danos quase totais e das 340 árvores existentes, 161 foram derrubadas ou terão de ser abatidas, das quais 90% com mais de 70 anos.
Também na Mata Nacional de Leiria, localizada exclusivamente no concelho da Marinha Grande, a maior parte dos povoamentos adultos que não arderam em 2017, acabaram por ser atingidos agora, na maioria dos casos com um grau de destruição muito acentuado.
A exposição que no fim-de-semana se inaugura na Arquivo marca, simbolicamente, este acontecimento e em apenas duas semanas reuniu largas dezenas de trabalhos.
“As pessoas identificaram-se muito com o tema”, considera Sandrine Cordeiro.