Sociedade

Ponte dos Capuchos, em Leiria, sem conclusão à vista

26 out 2015 00:00

Exército pede “um pouco mais de paciências às pessoas que estão a ser prejudicadas” pela situação

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Maria Anabela Silva

Quase quatro meses depois de inaugurada a variante dos Capuchos, em Leiria, continua por concluir a ponte que faz a ligação entre o bairro e a Rua dos Mártires (estrada da Marinha).

E assim vai continuar até que o Ministério da Defesa, através da Direcção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, autorize a câmara a ocupar uma pequena parcela necessária para a conclusão da obra.

Enquanto isso não acontecer, o bairro dos Capuchos continuará a sofrer as consequência de, neste momento, ter apenas uma saída. O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, explica que em causa está “uma dúzia de metros quadrados”, que “há décadas são ocupados por um caminho público, sem que nunca alguém tenha colocado isso em causa”.

Agora, com as obras em curso, o município foi “alertado por representantes do Exército” que aquele terreno é património da instituição, fazendo parte do domínio do antigo convento dos Capuchos.

O espaço encontra-se actualmente vedado, “até que haja luz verde” para a câmara poder dar continuidade aos trabalhos. “Estamos a desenvolver diligências junto da Direcção-Geral de Recursos da Defesa Nacional para que a parcela seja reconhecida como pública, dando continuidade à utilização pública que, há dezenas de anos, é dada ao local”, adianta Raul Castro.

Por seu lado, o coronel Carlos Manuel Mendes Dias, comandante do Regimento de Artilharia n.º 4 (Leiria), frisa que o terreno “é do Exército e está à guarda” da instituição que lidera. “A obra avançou sem a necessária autorização.

Quando nos apercebemos, foi preciso parar os trabalhos até a situação ser clarificada. E é nisso que se está a trabalhar”, explica o comandante, assegurando, no entanto, que “não há qualquer litígio” contra o município.

“O caso está a ser tratado e pensamos que possa ficar resolvido com a brevidade possível”, acrescenta o coronel Carlos Dias, que pede “um pouco mais de paciências às pessoas que estão a ser prejudicadas” pela situação.

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