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Palavra de Honra | Já não há paciência para pessoas sem empatia e compaixão

2 mar 2026 09:00

João Neves, Consultor de Marketing Digital

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Já não há paciência... para pessoas sem empatia e compaixão, que se aproveitam dos problemas atuais da sociedade para dizerem umas frases soltas em troca de visibilidade e reconhecimento mesmo que essa informação seja sensacionalista e totalmente falsa - aquela velha máxima "falem bem ou falem mal, o importante é que falem."

Detesto... telemóveis com o volume alto em espaços públicos, em que o ruído dos vídeos das redes sociais e das notificações são uma constante, não havendo respeito pelo espaço do outro. 

A ideia... é ficar mais atento às pessoas que fazem parte da nossa vida, cultivando a amizade, ter a iniciativa de procurar saber se estão bem e cuidar delas. É sermos mais empáticos e solidários.

Questiono-me se... terei de voltar novamente a viver em Lisboa por motivos profissionais, agora que regressei à minha Leiria após 20 anos.

Adoro... um bom dia de praia e "mariscar" ao final do dia com o sal no corpo. Uma imperial bem tirada. Conduzir com a música alta e de vidros abertos em direção às nossas praias numa manhã de sol. Fazer um dia de Sporting. Almoçar ao domingo em casa dos meus pais e de almoços prolongados com os amigos. Um bom vinho. Ajudar alguém. Pessoas simpáticas e que se preocupam com o nosso bem-estar. Itália. Ir a concertos e a festivais e conseguir ver o palco sem dificuldades devido à minha altura de 1,96m. Noites de verão. 

Lembro-me tantas vezes... dos tempos que jogava andebol na Juve Lis, dos primeiros torneios longe de casa com os meus amigos, e como isso me permitiu arranjar e manter amizades até aos dia de hoje.

Desejo secretamente... conseguir cozinhar como a minha mãe cozinha.

Tenho saudades... dos meus amigos que vivem no estrangeiro. De ver a Praça Rodrigues Lobo cheia, numa noite de verão, com as crianças a brincarem no centro da praça. De passear pelo centro de Lisboa e não me sentir um estrangeiro. De ir a um concerto e não haver telemóveis. De estarmos mais presentes e ligados às pessoas. De mergulhar no mar.

O medo que tive... quando uma pessoa muito importante ficou doente e pensei na possibilidade de nunca mais a ver.

Sinto vergonha alheia... das pessoas barulhentas e de conteúdo vazio que querem protagonismo.

O futuro... preocupa-me devido às alterações climáticas (e negacionistas que acabam por impedir que sejam adoptadas medidas mais concretas e profundas), possibilidade de uma terceira guerra mundial, novas pandemias, crescimento da extrema-direita e possibilidade de um regime antidemocrático. 

Se eu encontrar... forma de acabar esta frase, envio depois. Terminou o tempo.

Prometo... ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na "saúde" e na "doença", todos os dias da nossa vida, meu grande Sporting! 

Tenho orgulho... na minha família e nos meus amigos. Na minha namorada. No meu percurso profissional e nos valores que levo para a vida.