Economia

Padaria e pastelaria, um negócio que vale 675 milhões de euros

13 set 2018 00:00

A indústria da panificação e pastelaria está a inovar e crescer. As exportações têm subido, mas as importações continuam mais elevadas

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Raquel de Sousa Silva

As vendas do sector da panificação e da pastelaria industriais atingiu no ano passado os 675 milhões de euros, valor que traduz um crescimento de 3,8% por cento face a 2016, exercício em que vendeu 650 milhões, aponta o estudo Sectores Panificação e Pastelaria Industriais, da Informa D&B.

“Importa assinalar a favorável evolução do segmento de massas congeladas, que estão a substituir os produtos tradicionais dos segmentos de panificação e bolos, nomeadamente no canal de hotelaria e restauração. No exercício de 2017 o mercado de massas congeladas registou um crescimento de 5,1%, ligeiramente superior ao dos anos anteriores, alcançando um valor de 205 milhões de euros”, aponta o trabalho daquela consultora.

As massas congeladas são, precisamente, o negócio da Panicongelados. A empresa do concelho de Leiria produz pão, pastéis de nata, croissants e outros produtos, que vende ultracongelados a diversos clientes.

É uma das maiores empresas portuguesas do sector e tem registado um crescimento do volume de negócios. Tem apostado na inovação e vindo a investir em equipamentos e instalações para alargar a gama de produtos e aumentar a capacidade produtiva, aponta Marta Casimiro.

A empresária diz que a indústria de panificação e pastelaria tem apostado na inovação e na oferta de novos produtos e lembra que depois do encerramento de muitas padarias tradicionais – porque o consumidor passou a comprar nas grandes superfícies – se assite agora ao surgimento de muitos novos negócios, impulsionados até pelo crescimento do turismo.

Segundo o estudo da Informa D&B, também as exportações têm crescido: mais 6,9% no ano passado, totalizando 218 milhões de euros. Espanha é o principal destino das vendas para o exterior, com uma quota de 40% sobre o total.

O país vizinho é igualmente o principal fornecedor deste sector. É de lá que provêm 65% das importações, que em 2017 aumentaram 4,1% e se cifraram em 329 milhões de euros. Ou seja, importamos mais do que exportamos.

No final de 2016 o sector da panificação e pastelaria industriais davam emprego a perto de 25 mil pessoas, distribuídas pelas cerca de 6200 empresas em actividade. Uma delas é o Grupo Calé, com sede em Peniche, onde tem fábrica e ponto de venda (vai abrir outro em breve).

Trata-se de uma empresa que está em actividade desde 1980 e que nos últimos anos tem crescido, resultado da aposta na qualidade e na inovação. Começou por produzir apenas pão, depois entrou na pastelaria e agora também na doçaria, explica Hélia Calé.

Pão de algas e pão do mar (em parceria com a Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar de Peniche), rendas doces de Peniche, sardinhas de Peniche, pastel pelicano e carapau doce são alguns dos seus mais recentes produtos.

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