Viver

Onze meses em cima de um selim pela Ásia afora

22 dez 2016 00:00

No ano em que Filipe Cruz, professor de Educação Física, há 14 anos, no Colégio Nossa Senhora de Fátima, em Leiria, fez 36 anos, decidiu que estava na hora de embarcar numa grande aventura.

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Jacinto Silva Duro

Desde pequeno que se sentia fascinado por viagens e a ideia atropelou-o como se fosse um autocarro. Iria tirar um ano sabático do trabalho e pedalar por mais de uma dezena de países, sem rede de segurança e sozinho, numa experiência pura, que não envolvesse grupos organizados, reservas e recintos de férias para turistas ricos.

A semente, acredita, foi o livro As Rosas de Atacama, do chileno Luis Sepúlveda, que deixou em Filipe a vontade de pôr uma mochila às costas e sair porta fora. "O livro contém a história de um conjunto de pessoas que o autor conhece ao longo da vida e coloca naquelas páginas. Mas ele fala de tantas pessoas que só poderia saber delas se tivesse estado naqueles sítios todos. Senti vontade de fazer o mesmo. Não foi um sonho que apareceu há muitos anos, mas antes um sonho que foi crescendo e tomando forma, até que, um dia, a solução mais lógica apareceu: ‘por que não parar um ano de trabalhar e ir viajar?’"