Sociedade

Oikos, há 30 anos a defender o ambiente da região

8 fev 2020 12:00

Por ocasião do 30º aniversário da Oikos, que se assinala este sábado, recordamos alguns dos episódios e das causas que marcaram a história da associação ambientalista.

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A defesa do rio Lis tem sido uma das grandes causas da Oikos, que há 30 anos faz a monitorização da qualidade da água desta bacia hidrográfica
Ricardo Graça
Maria Anabela Silva

Final da década de 80 do século XX, com as questões ambientais “a emergir pelo mundo e pelo Europa”, foi uma questão local que acendeu o rastilho que levaria à criação da Oikos – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria, que nasceu há 30 anos por iniciativa de um grupo de cidadãos que se insurgiu contra o traçado da A1.

A luta seria perdida, mas o movimento não baixou os braços e avançou para formalização da associação, que, desde então, se tem batido por muitas causas ambientais na região, como a qualidade da água do rio Lis e a preservação das suas margens, o Lapedo, o ordenamento do território e a luta contra a massificação do eucalipto e as podas “desastrosas” de árvores no espaço público.

A comemoração dos 30 anos da Oikos, que se assinalam este sábado, é o ponto de partida para uma viagem no tempo, conduzida pelo actual presidente, Mário Oliveira, ligado à associação há quase 25 anos. A viagem começa na primeira grande acção da instituição e que “atravessa todo o seu percurso”, que foi a realização de análises à água do Lis, o 'rio Benetton' como lhe chamavam então os dirigentes da Oikos, tal era a diversidade de tons que exibia, desde o vermelho do sangue proveniente do matadouro de Leiria ao castanho dos efluentes suinícolas e domésticos, passando pelo branco das lamas do corte das rochas ornamentais.

As primeiras análises tiveram lugar poucos meses depois da constituição da associação, envolvendo “muitos alunos e instituições da região”, e revelaram resultados “dramáticos, nomeadamente ao nível dos metais pesados”, recorda Mário Oliveira, contando que, uns tempos depois, haveriam de trazer a Leiria o ministro do Ambiente, Carlos Borrego, para lhe transmitir a preocupação de &ldqu

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