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Novo investimento no Mosteiro da Batalha (1,6 milhões de euros) arranca no primeiro semestre de 2024

20 set 2023 15:01

“Vamos ver as Capelas Imperfeitas como nenhuma geração viu”, antecipa o director do Mosteiro da Batalha, sobre o projecto de intervenção no monumento, ao abrigo do PRR

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Fundos do Plano de Recuperação e Resiliência vão apoiar várias intervenções
Ricardo Graça

A iniciativa Governo Mais Próximo decorre hoje e amanhã no distrito de Leiria e esta quarta-feira, durante a manhã, levou o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, ao Mosteiro da Batalha.

Da visita, fica a previsão de início das intervenções previstas no próximo pacote de investimentos, que, segundo o director do monumento, Joaquim Ruivo, deverá arrancar nos próximos meses, provavelmente, durante o primeiro semestre de 2024.

“Pelo menos, os telhados da Sala do Capítulo”, antecipa Joaquim Ruivo.

O investimento acontece ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e totaliza 1,6 milhões de euros.

Já se sabia que abrange o tratamento dos telhados da Sala do Capítulo, que estão sobre estruturas de madeira; a limpeza e tratamento das fachadas interiores e exteriores das Capelas Imperfeitas, e dos terraços; a retirada do posto de transformação do interior do Mosteiro e beneficiação de toda a instalação eléctrica no monumento; a requalificação do jardim do Claustro Real e a abertura de novos sanitários.

Vamos ver as Capelas Imperfeitas como nenhuma geração viu”, comenta Joaquim Ruivo. “Nunca ninguém as viu totalmente brancas”, assinala. E o projecto de intervenção que vai começar a materializar-se no próximo ano contempla resultados idênticos aos que já se podem observar no Claustro Real e no Claustro D. Afonso V.

A presença do ministro da Cultura na Batalha permitiu também confirmar que, através do quadro comunitário Portugal 2030, há ainda outros investimentos que serão canalizados para o monumento classificado com o estatuto de património da Humanidade pela Unesco (há 40 anos).

Por outro lado, segundo Joaquim Ruivo, Pedro Adão e Silva ouviu das autoridades locais argumentos a favor da proibição da circulação de pesados no IC2 (próximo do Mosteiro da Batalha) e em defesa da isenção de pagamento, para a mesma classe de veículos, na auto-estrada A19. Ambas as medidas concorrem para o objectivo de protecção do monumento contra a poluição.