Sociedade

Município da Batalha cria infra-estruturas para acabar com gatos "sem-abrigo" na Batalha

19 nov 2019 15:30

Projecto ajuda a controlar população gatil

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Os abrigos contribuirão para o controle do crescimento da população gatil
Elisabete Cruz

O Município da Batalha apresentou hoje os dois abrigos criados para acolher cerca de três dezenas de gatos abandonados na vila, com o objectivo de controlar esta população e garantir o bem-estar animal.

"O objectivo é não haver gatos sem-abrigo na Batalha. Esta medida facilita a captura dos gatos para esterilização e integra a política do município de controlo das colónias de gatos existentes”, afirmou Paulo Batista Santos, presidente da Câmara.

Com um investimento de “menos de cinco mil euros”, o presidente informa que foram criados dois abrigos na vila para “controlar duas colónias de gatos, cerca de três dezenas que estão identificados”.

Estes espaços vão permitir “com maior facilidade alimentá-los, com qualidade e executar a política de controle através das medidas sanitárias, para que esta população não cresça desmesuradamente”.

“O nosso abrigo de gatos na Batalha dá um sinal de que é possível que os gatos possam conviver no seu habitat natural com as pessoas, sem haver perturbação daquilo que é o bem-estar dos animais.", acrescenta o autarca, ao revelar que o projecto foi inspirado num projecto idêntico que existe no Município de Almada, que colaborou com a Batalha na implementação das infra-estruturas.

Paulo Batista Santos adianta que haverá um período de adaptação para os animais utilizarem os espaços criados. "Se o processo resultar iremos criar mais abrigos, onde houver necessidade."

Segundo o veterinário municipal, António Esteves, os abrigos integram-se “na campanha de capturar, esterilizar e devolver os animais ao seu habitat”, facilitando assim o controlo do crescimento desta população.

Paulo Batista Santos explica ainda que serão, sobretudo, cidadãos voluntários que vão cuidar dos gatos, à semelhança do que já sucede actualmente. “Temos cuidadores informais, a quem agradeço muito, que alimentam e sinalizam os animais. Se houver problemas intervimos. O nosso pessoal também colabora na alimentação.”

“Todos os voluntários municipais são cobertos por um seguro desde que queiram passar da fase de informalidade para a fase formal”, pelo que podem inscrever-se e garantir alguns benefícios “até porque alguns destes animais estão em estado quase selvagem”, esclarece o autarca

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