Viver

Mosaicos romanos de Santiago da Guarda entre os mais importantes do País

1 fev 2019 00:00

Achado | Em 2002, as obras de recuperação da antiga residência senhorial dos condes de Castelo Melhor, em Santiago da Guarda, Ansião, colocaram a descoberto um achado único.

Jacinto Silva Duro

Dezassete mosaicos romanos em tons de vermelho, amarelo, azul e branco que fazem parte do conjunto de mosaicos romanos mais importantes já descobertos em Portugal.

A 45 minutos de distância de Leiria e Coimbra, a residência senhorial dos condes de Castelo Melhor, em Santiago da Guarda, é, desde 1978, o único imóvel no concelho classificado como Monumento Nacional.

É também o único exemplar de arquitectura civil manuelina no município de Ansião, e é, desde 2002, uma janela para o Portugal de há 16 séculos. Passamos a explicar, passo a passo, porque esta é uma narrativa cheia de episódios e de histórias que a História esqueceu.

Em 1996, o imóvel, quase totalmente em ruína, e cuja arquitectura quinhentista alojava a mercearia onde os habitantes se abasteciam de feijão, açúcar e outros produtos, foi adquirido pela autarquia. Em 2000, começaram os trabalhos de consolidação das paredes e restantes estruturas.

E foi quando, com o decorrer das obras, em 2002, que o espaço haveria de revelar um dos seus segredos bem guardados. A quase dois metros de profundidade, estava escondida uma villa romana, com alguns dos mais belos e bem conservados mosaicos romanos achados em Portugal, capazes de rivalizar até com a vizinha Conimbriga (Condeixa).

A residência, conhecida localmente como “o castelo”, segundo informação da autarquia, é atribuída aos Vasconcelos Ribeiros e Sousas do Prado, mantendo- se na posse da família desde o século XVI até à segunda metade do século XIX, integrada no Morgado da Moita Santa. Em 1835, com o fim da guerra civil, os morgadios foram extintos e o imóvel aparece referido como “palheiro e curral”, na descrição da Quinta Santa.

O antigo “castelo”, como é conhecido localmente, conta com uma planta quadrangular, com quatro alas em torno de um pátio central, rodeado de janelas manuelinas. No interior, existe uma pequena capela quinhentista, com abóbada de nervuras, sustentados por mísulas, também com com decoração contemporânea à época de construção.

Até 2000, o antigo espaço de culto serviu de palheiro. O acesso à parte superior da torre quatrocentista, com os seus merlões e ameias, é, hoje, feito através de uma escadaria metálica,  

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