Desporto

MG Vólei andou com o piso às costas e subiu à 2.ª divisão masculina

6 jun 2026 09:00

Sem pavilhão na Marinha Grande, clube deslocou-se até Chão Pardo, em Porto de Mós, onde consagrou a subida de divisão

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Equipa conseguiu o título de campeão da 3.ª Divisão
MG Vólei
Inês Gonçalves Mendes

Tiveram, literalmente, de levar o piso atrás das costas e colocá-lo num outro pavilhão, longe da sua casa, para conseguirem continuar a treinar.

O MG Vólei subiu à 2.ª divisão nacional de voleibol masculino, após uma época marcada pelas consequências da tempestade Kristin.

Com uma actividade recente, o clube tinha conseguido o usufruto exclusivo do pavilhão 1 do Municipal de Exposições da Marinha Grande, sob a condição de instalarem um novo piso naquela infraestrutura.

O trabalho foi realizado no início de Janeiro e, no final do mês, o mau-tempo deitou o pavilhão abaixo. Sem soluções no concelho, foram recebidos pela associação de Chão Pardo, em Porto de Mós, que permitiram a deslocação do novo piso, apenas com alguns estragos, no pavilhão que detém.

“Em meados de Março, passámos a treinar e a jogar lá. Tem implicado despesas muito grandes nas deslocações, superiores a três mil euros por mês”, adianta César Santos, presidente do emblema vidreiro.

Com os minis a treinar nas instalações no Sport Império Marinhense, os restantes atletas tiveram de se adaptar a este novo local e os seniores nunca perderam de vista o objectivo de subir de divisão.

“Chão Pardo é uma aldeia com 150 pessoas e, no último jogo, estavam 400 pessoas a ver”, enaltece o dirigente.

“Tentámos sempre manter os grupos concentrados no treino e a parte da direcção, seccionistas e pais procuraram criar o máximo de estabilidade para que eles, psicologicamente, se sentissem o mínimo afectados”, conta.

Para o responsável, foi a “perseverança e o espírito de sacrifício” que contribuíram para a ambicionada conquista da 3.ª divisão nacional e consequente subida, ao vencerem a AA São Mamede por 3-0.

“É apenas o segundo clube da região a sagrar-se campeão nacional de voleibol”, refere. César Santos acredita que “uma parte significativa” da próxima época continuará a disputar-se em Chão Pardo, já que as instalações desportivas da Marinha Grande sofreram estragos avultados. Mas, o desejo é regressar a casa.