Sociedade
Mercado provisório da Marinha Grande voltará a tenda no final de Agosto
Vendedores queixam-se da falta de esclarecimentos sobre a reabertura do mercado. Executivo explica que reuniu com grupo representativo de comerciantes
Quando reabre o mercado da Marinha Grande? Seis meses depois da tempestade Kristin, vários vendedores foram à reunião de câmara questionar o executivo se há uma data definida para que o espaço de compra e venda de produtos regresse à normalidade possível.
A câmara respondeu, pela voz do vice-presidente Armando Constâncio, que deixou a previsão de, até ao final de Agosto, estar concluído o espaço de tenda para acolher o mercado, enquanto não avança a solução “definitiva”.
Cansados do silêncio, os comerciantes questionaram por que razão a autarquia não esclareceu “quem vende lá e quem vai lá às compras”, sobre o ponto de situação, assinalou Nelson Dias.
Paulo Barroso adiantou que ninguém reuniu com os comerciantes para lhes indicar onde decorreria a actividade durante esse período e quanto tempo demoraria a reabilitação. Enquanto isso, “nós começamos a ocupar ali o espaço ilegalmente”, salientou.
O vereador responsável pelo pelouro, Armando Constâncio, esclareceu que reuniu, logo após a tempestade, com “um grupo representativo dos comerciantes”, a quem explicou a solução de recurso que iria ser adoptada “até termos, desta vez de forma definitiva, o mercado em condições a funcionar”.
A solução provisória passou pela “aquisição de uma tenda” até que fosse possível deslocalizar o mercado para as novas instalações que “vão ser construídas nos estaleiros da Câmara”, explicou o vereador.
O autarca revelou ainda que foram feitos pontos de situação com este grupo de vendedores e que “estava particularmente convencido que esta ponte estava a ser feita”.
A requalificação do espaço da tenda está em curso, num investimento que ronda os 290 mil euros. Além dos sanitários inclui a substituição das bancas “porque a esmagadora maioria delas foram furtadas”. Armando Constâncio garante que “até final do mês que vem (Agosto) as pessoas voltam a ter as bancas com uma dignidade aceitável”.