Sociedade
Mau tempo: Região de Leiria faz obras na PSP e GNR financiadas pela tutela
Investimento está estimado, neste momento, em cerca de 3,5 milhões de euros
As obras em edifícios da PSP e da GNR na Região de Leiria afectados pela depressão Kristin vão ser feitas pela Comunidade Intermunicipal, que deu luz verde ao contrato com a tutela, que financia os trabalhos, foi hoje anunciado.
“O contrato interadministrativo tem como base a requalificação de edifícios da GNR e da PSP que ficaram danificados na sequência da tempestade Kristin”, disse à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, Jorge Vala, referindo que a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna “tem alguma dificuldade em lançar os procedimentos”.
Nesse sentido, “a CIM manifestou disponibilidade para avançar imediatamente com as obras”, sendo que o contrato deve ter “uma base de valor que dê resposta à necessidade de requalificação”, declarou Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, no final de uma reunião, em Alvaiázere, do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal.
No caso das obras em edifícios da Polícia de Segurança Pública (PSP), o montante, à data de hoje, ronda os dois milhões de euros, enquanto da Guarda Nacional Republicana (GNR) o valor é de 1,5 milhões de euros, com o autarca a ressalvar que “os valores não estão ainda fechados”.
Para já estão contempladas obras no Comando Distrital de Leiria e esquadra em Pombal, ambos da PSP.
Relativamente à GNR, os trabalhos incluem o Comando Territorial de Leiria, o espaço da antiga Junta Autónoma de Estradas e alguns postos territoriais.
Fazem parte da CIM os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.