DEPRESSÃO KRISTIN

Mau tempo: Ourém estima prejuízos entre 30 a 35 ME em infra-estruturas municipais

18 fev 2026 09:45

Vinte e um dias depois da tempestade, ainda há cerca de 2.000 casas sem electricidade no concelho

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Cerca de 80% das estradas do concelho foram afectadas pelo temporal
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A Câmara Ourém calcula que a tempestade Kristin tenha provocado estragos “entre 30 a 35 milhões de euros” nas estradas e equipamentos municipais. A estimativa foi avançada pelo presidente da autarquia, Luís Albuquerque, no final da reunião de executivo realizada na segunda-feira, com base num levantamento efectuado na última semana por técnicos da autarquia.

O valor apurado não incluir danos no sector privado, nomeadamente, nas habitações e nas empresas, ressalvou o autarca, revelando que foram contabilizadas cerca de 10 mil casas destelhadas e que já deram entrada perto de 1.300 candidaturas ao apoio do Estado que prevê comparticipações até 10 mil euros por habitação.

Segundo Luís Albuquerque, os serviços municipais estão a proceder à validação desses pedidos, tendo sido dada formação a 17 pessoas que, a partir desta quarta-feira, estarão a dar apoio a essas pessoas, para que possam começar a ser ressarcidas dos seus danos.

No ponto da situação, apresentado na segunda-feira, o autarca de Ourém adiantou que, nesse dia, havia ainda cerca de duas mil casas sem electricidade, sendo que o número de pessoas afectadas será superior.

“A nossa principal preocupação agora são as pessoas que continuam sem electricidade”, assumiu Luís Albuquerque, que deu nota da reunião realizada nesse dia com a E-Redes, que assegurou que as equipas no terreno “estão a ser reforçadas para acelerar a reposição do serviço”. Apesar de não existirem prazos definidos, o autarca manifestou a perspectiva de que até final da próxima semana 95% da população possa estar novamente servida com energia eléctrica.

Em relação aos desalojados, o presidente da câmara adiantou que há ainda 24 pessoas “a cargo do município”, mas há expectativa de algumas delas poderem regressar as suas casas, em resultado das intervençoes que estão a ser feitas nas habitações. “Haverá quatro agregados familiares, cujas casas precisam de uma intervenção mais profunda” e para quais é necessário “encontrar uma solução habitacional”, acrescentou.