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Margarida Korrodi, pianista - “É agradável ver Leiria cheia de vivacidade e de pessoas interessadas”"
"Ernesto Korrodi era um avô maravilhoso. Adorava-o. Tinha uma perinha, olhos azuis… era um homem muito simpático, honesto e trabalhador"

Sociedade

30 Setembro 2015

Margarida Korrodi, pianista - “É agradável ver Leiria cheia de vivacidade e de pessoas interessadas”"

A pianista recorda uma cidade tão pequena que, hoje, seria quase considerada uma aldeia. Será uma das presenças no Há Música na Cidade e na recriação do evento Horas de Arte

Neta de Ernesto Korrodi, impulsionador da reconstrução do castelo de Leiria e autor da linha  de arquitectura com o seu nome, é uma das precursoras do boomde criatividade e vivência cultural que a cidade viveu na segunda metade do século XX e início do XXI

Chegou a conhecer o seu avô Ernesto Korrodi?
Sim. Muito bem. Era um avô maravilhoso. Adorava-o. Tinha uma perinha, olhos azuis… era um homem muito simpático, honesto e trabalhador, muito amigo da família. Tenho as melhores recordações dele. Aos domingos, eu e a minha irmã íamos ao castelo com ele. Ele lá andava a fazer os seus estudos de reconstrução e dizíamos sempre que íamos ao castelo do avô. Ele gostava tanto daquele local que, quando morreu, pediu para ficar  sepultado, virado para o castelo.

E foi?
Foi. Foi a primeira pessoa a ser sepultada no cemitério novo e ficou virado para o castelo, como desejava.

Que mais recordações tem dessa figura que marcou tanto a cidade de Leiria? Falava bem português, sendo suíço?
Falava. Para educar os filhos, contratou uma preceptora alemã, que vivia lá em casa. O meu pai aprendeu música, tocava piano, violino. Havia até um campo de ténis em casa do   meu avô. Tínhamos as nossas festas de Natal, onde ele cantava sempre em alemão. Tenho muitas, muitas boas recordações dele.

Foi essa influência que acabou por ditar em si o gosto pela música?
Penso que sim, mas o meu pai também tocava e fazia composição. Embora não  escrevesse o que compunha ao piano. A minha mãe também aprendeu a tocar piano porque ela era filha de um belga que foi viver para a Covilhã para montar uma das primeiras
fábricas de lanifícios naquela cidade e foi educada num colégio em Liége, onde aprendeu a tocar muito bem. Ouvi-los tocar acabou por me influenciar imenso. Não posso passar um dia sem música. De manhã, quando vou para a cozinha, a primeira coisa que faço é ligar o rádio na Antena 2. Depois, vou para a minha sala tomar o pequeno-almoço e continuo com a Antena 2. Passo o dia, enquanto estou em casa, a ouvir música ou ao piano a tocar.

Quais são os músicos que habitam no seu coração?
Adoro pianistas e ouvir concertos sinfónicos. Adoro Rachmaninoff, Khachaturian, Chopin, Tchaikovski, Bella Bartok, Brahms ou Debussy. Gosto de tantos...

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Jacinto Silva Duro
Redacção Jacinto Silva Duro jacinto.duro@jornaldeleiria.pt






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