Sociedade

Manifestação em Porto de Mós por melhor acesso à saúde

24 mai 2019 00:00

Manifestantes aprovaram moção onde exigem mais profissionais de saúde e pedem a exoneração do director do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral.

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Maria Anabela Silva

Mais de duas centenas de pessoas manifestaram-se, esta manhã, em frente ao Centro de Saúde de Porto de Mós, para exigir melhores condições de acesso aos cuidados de saúde no concelho. Em causa, está a falta de médicos e de outros profissionais de saúde no concelho, um problema que se arrasta há vários anos e que tem atingido algumas das freguesias mais afastadas da sede do Município e com população envelhecida. Arrimal e Mendiga e Alqueidão da Serra são, neste momento, as povoações que estão sem médico.

Durante a concentração, que por cerca de uma hora interrompeu o trânsito na Avenida da Igreja, um dos principais acessos à vila, foi aprovada uma moção a exigir o reforço das unidades de saúde do concelho com mais recursos humanos, não só médicos, mas também enfermeiros e administrativos. No documento, é ainda pedida a exoneração do director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Pinhal Litoral

“Olhem para nós. Nós somos gente. O acesso à saúde é urgente”, gritaram os manifestantes, que contestaram a “incapacidade” de os vários organismos que tutelam a saúde para resolver o problema. “As dificuldades estão identificadas há mais de 15 anos. Façam alguma coisa para colmatar essas falhas”, apelou Ana Margarida Amado, da comissão instaladora da Ur.Gente – Associação de Utentes de Saúde do Concelho de Porto de Mós, que expressou “orgulho por ver as 10 freguesias” do município “juntas num objectivo comum: o de lutar por melhores condições de acesso à saúde”.

Por seu lado, o presidente da Câmara, Jorge Vala, lamentou a “falta de respostas e, sobretudo, a falta de respeito” de algumas entidades para com os autarcas locais e para com “uma população desprotegida, envelhecia e com dificuldade de mobilidade”.

Como exemplo dessa “falta de respeito”, Jorge Vala referiu a resposta do director executivo do ACeS do Pinhal litoral a um pedido de reunião feito pela Câmara, na qual sugeriu que os autarcas “sensibilizem” as suas comunidades “para alguma mudança de comportamento”, alegando que, em certos casos, estão a “afugentar” os médicos.

O JORNAL DE LEIRIA tentou contactar Pedro Sigalho, mas, até ao momento, ainda não foi possível.

Por seu lado, a Administração Regional de Saúde do Centro informa que informa que “o Conselho Directivo está a acompanhar a situação da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Porto de Mós , tendo reunido, na corrente semana, com representantes das autarquias”, no sentido de “encontrar uma estratégia para a fixação de médicos no concelho, tendo ficado agendado novo encontro.

A ARSC refere ainda que está a decorrer um processo de recrutamento para médicos de medicina geral e familiar para as unidades de saúde da região Centro, que atribui três vagas para Porto de Mós.

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