Sociedade

Leiria e Tokushima celebram 47 anos de geminação

9 mar 2016 00:00

A geminação mais antiga de Leiria foi oficializada há 47 anos. A data será assinalada amanhã com diversas iniciativas na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira.

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As 'cidades irmãs' de Leiria e Tokushima (Japão) estão a celebrar 47 anos de geminação. A data será assinalada amanhã, dia 10, com várias iniciativas a realizar na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira e nas quais participará uma comitiva daquela cidade japonesa, que se encontra a visitar Leiria.

Entre as actividades previstas, está uma exposição, organizada por alunos da Universidade de Tokushima em parceria com o grupo de escuteiros e alunos da EB1/JI da Cruz d'Areia. A mostra será inaugurada pelas 14:30 horas.

Seguir-se-á uma degustação de gastronomia típica de Tokushima e de Portugal, que resulta de uma parceria entre a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche e alunos da Universidade de Tokushima. 

Pelas 17 horas, está agendada uma oficina de origami, ministrada por Mário Coelho, funcionário do município de Leiria, e uma oficina de olaria, a cargo de Maria Helena Ferreira. O programa termina com uma demonstração de Kendo, dinamizada pelo Fudoshin - Clube de Kendo de Leiria. 

A geminação com Tokushima, a mais antiga de Leiria, foi oficializada em 1969. Dois anos antes, o Governo Civil de Leiria havia recebido um ofício do Ministério dos Negócios Estrangeiros a solicitar o seu empenhamento para uma eventual geminação entre Leiria e a cidade japonesa de Tokushima.

A principal causa do interesse para essa geminação assentava no estudo que Armando Martins Janeira, então embaixador português no Japão, fizera sobre a figura de Wenceslau de Moraes, que abandonara a carreira militar e diplomática e fixara residência em Tokushima, após ter acompanhado o corpo da jovem a quem se unira e que fizera questão de sepultar na sua terra natal.

Os livros que Wenceslau Moares escreveu sobre o Japão serviram para apresentar o país à Europa, tendo sido também ele grande divulgador da cultura ocidental no Oriente. No topo do Monte Bizau, local particularmente apreciado por esta figura, situa-se o Museu Moraes, com uma exposição permanente onde estão patentes os seus pertences.

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