DEPRESSÃO KRISTIN
Leiria avança com obras de 3,8 milhões de euros para reparar coberturas de estádio e de sete pavilhões
Para a cobertura do estádio, foi fixado um preço base de 2,7 milhões de euros, com o restante valor dedicado às coberturas dos sete pavilhões identificados como prioritários
A Câmara de Leiria aprovou, esta segunda-feira, a abertura de procedimentos de ajuste directo, no valor global de 3,8 milhões de euros, para a reparação das cobertura do estádio municipal e dos pavilhões desportivos de Colmeias, Arrabal, Maceira, Souto da Carpalhosa, Pousos e da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, bem como do Clube da Escola Ténis de Leiria.
Para os trabalhos de reparação da cobertura do estádio foi fixado um preço base de 2,7 milhões de euros, com a autarquia a recorrer ao ajuste directo ao abrigo do regime excepcional decorrente da tempestade Kristin, através a consulta a cinco empresas.
O mesmo procedimento será adoptado para a reparação dos sete pavilhões, com um custo estimado em 1,1 milhões de euros e a executar em 167 dias.
Carlos Palheira, vereador do Desporto, explicou que, no caso do estádio, a empreitada agora lançada, com um prazo de execução de 180 dias, visa dar prioridade à reparação do telhado, havendo depois necessidade de um conjunto de intervenções mais abrangente, que incluirá “cadeiras e outros equipamentos”. O montante total rondará os quatro milhões de euros, anunciados em Fevereiro pelo município, especificou o autarca
Em relação aos pavilhões, foram definidos sete como prioritários, por carecerem de “intervenção urgente” nas coberturas, de forma a “preservar o seu interior”, mas, segundo avançou Carlos Palheira à agência Lusa, há “mais de dez outras coberturas de pavilhões e de instalações desportivas” que serão intervencionadas.
Os dois procedimentos de ajuste directo foram aprovados com as abstenções do PSD e do Chega, com a bancada social-democrata a questionar a prioridade dada a estes equipamentos, atendendo a que há outros “importantes” também a carecer de reparação.
Já Luís Paulo Fernandes (Chega) reiterou “preocupação com a contratação pública” e remendou que o município “faça bem e tenha garantias de que vai correr bem”, nomeadamente ao nível do cumprimento de prazos e valores.