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Juncal Jazz pretende atrair melómanos do jazz

1 mar 2018 00:00

Festival | Iniciativa quer ser marca desta localidade do concelho de Porto de Mós

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Jacinto Silva Duro

O Juncal Jazz, que acontecerá nos dias 3, 10 e 17 de Março, na vila do Juncal, Porto de Mós, é o mais recente festival de música da região. E tudo começou por causa de um sonho, há muito adiado, de Paulo Sousa.

Empresário e apreciador de jazz, tinha uma ideia que não lhe saía da cabeça. Queria criar um festival, que evocasse a alma dos inícios desse estilo musical nos Estados Unidos da América. A ideia andou às voltas na sua cabeça durante anos, umas vezes adormecia, outras, fazia-se anunciar como uma banda de dixie, acompanhada por toda a parafernália de metais de uma Big Band.

A ideia incendiava-lhe a mente, mas a oportunidade para organizar o festival era mais fugidia do que um gambuzino. Até que, em conversa com Pedro Santos, o banjo e voz da banda Desbundixie, natural da freguesia vizinha de Calvaria de Cima este lhe garantiu que o apoiaria e ajudaria a compor uma programação.

A possibilidade de ter um evento com música, para verdadeiros apreciadores, numa vila, que não é a maior do concelho, começava a ganhar forma e força. "Nos negócios e na guerra, é preciso ter-se e ir atrás da iniciativa, onde quer que ela esteja", diz Paulo Sousa.

Sentido-se mais confiante por ter o apoio de um músico do jazz, abordou e confessou o seu sonho a João Ferreira que além de presidente da Junta de Freguesia do Juncal, é também o presidente da União Recreativa e Desportiva Juncalense (URDJ).

Este também ficou entusiasmado com a perspectiva de ouvir saxofones, clarinetes e até banjos, na sede da associação. Estava ali o pendor marcadamente cultural que faltava à URDJ e, por isso, deu-lhe carta branca para organizar o I Juncal Jazz.

"Estamos muito vocacionados para a parte desportiva, mas quando o Paulo chegou com esta ideia e após ponderarmos algumas situações, resolveu-se avançar. Fomos pioneiros. A ideia surgiu nesta vila e não quisemos perder a oportunidade", refere o autarca que, desde que o trabalho começou, tornou-se num fã de jazz.

Desde há séculos que o Juncal conta com uma presença cultural na vida do concelho. Aliás, aquela foi a vila que deu a Portugal a célebre Faiança do Juncal, muito apreciada em casas nobres, além de, há muito, ser lar de grupos de teatro.

"Aqui havia, regularmente, artes de palco, aos fins-de-semana, quando nem sequer na sede do distrito havia", recorda Paulo Sousa, afirmando que gostava que o jazz, no futuro, passasse a ser mais uma referência e imagem de marca da terra.

Como os apoios nunca são de mais, o mentor da ideia foi "bater à porta" do presidente da Câmara, Jorge Vala, para saber se poderia ter, pelo menos, o apoio institucional daquela autarquia. A resposta também foi positiva.

Com um orçamento curto de três mil euros e mesmo com auxílio da autarquia, a equipa da organização tem avançado com dinheiro do próprio bolso para fazer frente a algumas despesas. "Gostaríamos que, no final, sobrassem 100 euros, dos bilhetes, para o clube. Seria o nosso contributo para a URDJ", diz com um sorriso, o empresário.

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