Sociedade

Joaquim Barroca e empresas do Grupo Lena acusadas no processo Operação Marquês (Actualizada)

12 out 2017 00:00

Joaquim Barroca, ex-administrador, e três empresas do Grupo Lena foram ontem formalmente acusados, num processo que começou em 2006 e que envolve, entre outros, o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Joaquim Paulo Conceição ficou de fora da acusação.

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Joaquim Barroca Rodrigues, fundador e ex-administrador do Grupo Lena, assim como três empresas deste grupo económico, foram acusados no âmbito do processo Operação Marquês, cujo despacho de acusação foi ontem conhecido. O Ministério Público (MP) arquivou ainda o caso relativo ao arguido Joaquim Paulo da Conceição, administrador do Grupo Lena.

De acordo com o despacho publicado pela Procuradoria Geral da República, Joaquim Barroca Rodrigues, ex-administrador executivo e fundador do Grupo Lena está acusado pela prática de crimes de corrupção activa de titular de cargo político (1), corrupção activa (1), branqueamento de capitais (7), falsificação de documento (3) e fraude fiscal qualificada (2).

Já a Lena Engenharia e Construções, SA, foi acusada da prática de crimes de corrupção activa (2) branqueamento de capitais (3) e fraude fiscal qualificada (2). A Lena Engenharia e Construções, SGPS foi acusada dos crimes de corrupção activa (2) e branqueamento de capitais (1), exactamente o mesmo número e tipo de crimes da Lena SGPS.

O MP, que deduziu acusação contra 28 arguidos da Operação Marquês, refere que José Sócrates, “na qualidade de primeiro-ministro e também após a cessação dessas funções, permitiu a obtenção, por parte do Grupo Lena, de benefícios comerciais” e que Carlos Santos Silva “interveio como intermediário de José Sócrates em todos os contactos com o referido grupo”.

A troco desses benefícios e em representação do Grupo Lena, o arguido Joaquim Barroca aceitou efectuar pagamentos, em primeiro lugar para a esfera de Carlos Santos Silva, mas que eram destinados a José Sócrates, acrescenta.

Barroca emprestou conta bancária

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