Economia

Incentivos de 31 milhões ajudam empresas do distrito a inovar

8 ago 2019 00:00

No âmbito do novo sistema híbrido de apoio à inovação produtiva, o Centro 2020 aprovou 75 projectos do distrito de Leiria, com investimentos associados de 124,7 milhões de euros

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Raquel de Sousa Silva

O Centro 2020 aprovou 171 projectos empresariais no âmbito do novo sistema híbrido de apoio à inovação produtiva do Portugal 2020, que envolvem um investimento de 304 milhões de euros e apoios de 74 milhões.

Os dados foram divulgados na semana passada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e permitem perceber que destes projectos 75 foram apresentados por empresas do distrito de Leiria, que se propõem investir quase 125 mihões de euros, a que correspondem incentivos na ordem dos 31 milhões.

Os projectos do distrito representam 44% do total aprovado pelo Centro 2020, pesando 41% do investimento preconizado e 42% dos incentivos aprovados. Leiria, com 25 projectos com luz verde, é o concelho do distrito com mais aprovações.

A estes estão associados investimentos na ordem dos 36,2 milhões de euros e apoios de 9,5 milhões de euros. Os outros dois concelhos do distrito com mais projectos aprovados são Marinha Grande (19) e Alcobaça (14).

O novo sistema híbrido de apoio à inovação produtiva do Portugal 2020 apoia à cabeça com fundos europeus o incentivo não reembolsável e em complemento concede um apoio reembolsável (empréstimo sem juros) pela banca.

A dotação inicial do aviso de concurso era de 30 milhões de euros, “mas de modo a aprovar todos os projectos elegíveis a Autoridade de Gestão do Centro 2020 fez um reforço da dotação de 44 milhões de euros (147%)”, explica a nota da CCDRC.

Há cerca de duas semanas, nas instalações da Tecnifreza, empresa da Marinha Grande que viu aprovado um projecto no âmbito deste sistema de apoio, o Governo revelou que no âmbito do primeiro concurso do novo SI Inovação foram concedidos apoios totais de 567 milhões de euros, que cobrem 46% do investimento a realizar. Estão em causa 602 projectos de todo o País, que têm associado um investimento global de 1,2 mil milhões de euros.

No caso da Tecnifreza, o projecto aprovado contempla um investimento de quase 2,3 milhões de euros, e vai permitir aumentar a produção, até 2021, em cerca de 40 moldes e as exportações em 6%, criando ainda 14 novos empregos. Prevê ainda a redução das pegadas carbónicas com a transição para as energias renováveis fotovoltaicas.

“O projecto consiste no aumento da área de produção, com mais equipamentos para suportar esse aumento de produção. A digitalização do processo é também muito importante para sermos mais rápidos, mais efetivos, melhorar a qualidade e dar respostas mais rápidas aos nossos clientes”, explicou na ocasião o gestor Joe Santana.

Tal como a Tecnifreza, a maioria das empresas já está a implementar os projectos alvo de apoio. É disso exemplo, também, a Dikamar, no concelho de Pombal, que tem em curso um investimento de um milhão de euros num “inovador processo de injecção”, no aumento da capacidade produtiva, da qualidade e da produtividade, com vista a ser mais competitiva e a vender mais nos mercados externos”.

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