Sociedade

A impotência de querer ajudar mais e não saber como fazê-lo

19 abr 2019 00:00

Carlos Guerra comandou missão humanitária em Moçambique.

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“Junto a uma estação de purificação de água que tínhamos numa vila, um menino, o Paulo, ia buscar água com uma garrafinha de meio de litro que estava rota. Tentei tirar-lhe a garrafa e ele agarrou-se a ela como se fosse a última coisa do mundo, porque não tinha mais nada para beber água.”

Carlos Guerra, comandante distrital operacional de Leiria, integrou a missão humanitária portuguesa da Protecção Civil em Moçambique, para ajudar a população que sofreu com a passagem do ciclone Idaí. E foram as pequenas histórias que mais o marcaram.

Inicialmente como adjunto de Pedro Nunes,Carlos Guerra assumiu o comando da missão, após a partida do comandante, durante oito dias. A falta de água foi uma das situações que mais o impressionou, até porque constatou crianças a beberem a água suja de poças à beira da estrada e de rios.

“Por mais que estejamos habituados a estas situações ninguém fica indiferente a ver estas necessidades e a pobreza extrema. Há, sobretudo, um sentimento de impotência. Perguntamo- nos: o que posso fazer mais para ajudar?”, constata o comandante, revelando que o principal perigo que enfrentaram foi a epidemiologia relacionada com a malária e com a cólera.

Antes de partirem os quase 100 elementos que constituíram a Força Operacional Conjunta levavam consigo a informação do que iriam encontrar, tendo em conta também o histórico de outras cheias em Moçambique.

“Havia uma grande necessidade de socorro, nomeadam

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