Saúde

Hospital vai encaminhar ‘falsas urgências’ para os centros de saúde

7 fev 2019 00:00

Doentes não agudos levaram quase à ruptura o serviço de urgência do Hospital de Santo André, em Leiria, que chegou a atender 600 pessoas num dia

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O caos nas urgências do Hospital de Santo André, em Leiria, unidade do Centro Hospitalar de Leiria, é recorrente, sobretudo, quando o frio aperta e o número de casos de gripe, problemas respiratórios e crónicos disparam. 

O problema não é exclusivo deste hospital. Um pouco por todo o País sucedem-se as notícias de relatos de utentes que se queixam de horas infindáveis de espera por uma consulta.

Se por um lado os doentes reclamam as horas de espera e a dificuldade no atendimento, por outro os profissionais de saúde lamentam a falta de respostas nos cuidados de saúde primários e a iliteracia em saúde de muitos portugueses.

Licínio Carvalho, administrador do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), admite que a solução para este problema deveria passar pelo alargamento dos horários nos centros de saúde e unidades de saúde familiares (USF), confessando que veria com bons olhos o regresso de um serviço idêntico aos SAP (Serviço de Atendimento Permanente), encerrados pela tutela.

“Não faz sentido que todos os centros de saúde funcionem 24 horas, até porque têm recursos limitados. Agora, se calhar, fará todo o sentido que em zonas urbanas como Leiria exista um atendimento 24 horas diariamente”, desafia Licínio Carvalho, referindo que é necessário voltar a debater o regresso de um serviço permanente em alguns locais.

O administrador do CHL salienta que não existindo uma alternativa aos utentes, “é difícil dizer-lhes: não venham ao hospital”. Por isso, insiste na criação de um atendimento permanente ao nível dos cuidados primários, que “até poderá funcionar no hospital”.

“Temos é de estruturar as coisas e adequá-las de maneira a que a resposta esteja sinalizada e acessível, de modo a que a população saiba onde tem que ir numa situação não urgente.”

Foi a pensar em soluções que o CHL vai pôr em prática um modelo importado de um hospital do Norte do País. “Vamos reencaminhar os doentes pouco ou não ur- gentes para os centros de saúde.”  O processo não vai  

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