Sociedade

Gonçalo Lopes: “O estádio foi uma bomba atómica que caiu na cidade”

4 fev 2016 00:00

Vereador do Desporto e Cultura da Câmara de Leiria explica o plano de candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura e o seu florescimento cultural

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Jacinto Silva Duro

A 22 de Maio de 2015, o presidente da Câmara, Raul Castro, lançou a ideia de candidatar Leiria a Capital Europeia da Cultura. Já há um grupo de trabalho para efectivar a candidatura?
O grupo ainda não está constituído, mas a pessoa que irá liderá-lo será João Bonifácio Serra, a quem foi feito o convite e aceitou. É uma pessoa com experiência como programador na Guimarães Capital Europeia da Cultura. É um intelectual respeitado em todo o País que, seguramente, irá dar um contributo valioso à nossa candidatura, a quem iremos associar outras pessoas que conhecem bem a nossa região.

Quais serão as linhas estratégicas para a candidatura?
A região é rica em música e tem até duas grandes instituições, que são a SAMP e o Orfeão de Leiria, nesta área, sem falar nas muitas filarmónicas. O principal enquadramento que iremos dar a esta candidatura é a de que Leiria e a sua região têm condições excepcionais de atractividade cultural que é desconhecida de muitas pessoas a nível nacional e internacional. Acreditamos nas potencialidades desta região para se poder afirmar no contexto cultural. Basta olhar em redor de Leiria para verificar que, num raio de 50 quilómetros temos dois monumentos classificados como património da Unesco, temos o “altar do Mundo”, em Fátima, temos rede excepcional de castelos e agentes culturais em fase de crescimento e afirmação nas mais diversas áreas e vertentes culturais. Se isso não é suficiente para acreditar que o projecto tem valias para ser, pelo menos, candidatado... Estamos, nestas condições e enquadramento estratégico, conscientes de que temos valor suficiente para que Leiria e a nossa região seja uma Capital Europeia da Cultura.

Mas a cidade, quando comparada com outro candidato putativo, que é Coimbra, tem menos equipamentos culturais.
Nós temos uma grande vantagem. Leiria apresenta não uma pérola, mas um colar de pérolas extremamente rico. A nossa candidatura pretende unir esforços em torno de um território, que tem condições únicas para se poder afirmar em contexto cultural. Coimbra tem apenas uma candidatura individualizada que é muito forte, que respeitamos e a quem desejamos o devido enquadramento e respeito, mas a nossa candidatura terá os seus argumentos estratégicos muito valiosos. A nossa força terá de ser feita em torno de um processo de união e construção em torno deste território. Isso tornará a nossa candidatura muito, muito forte.

A união dos vários municípios da região em torno do projecto Capital Europeia da Cultura?
A nossa força terá de ser feita em torno de um processo de união e construção em torno deste território. As equipas que vamos criar vão ter essa preocupação e isso tornará a nossa candidatura muito, muito forte.

Durante o actual mandato veremos algum trabalho do grupo liderado por Bonifácio Serra?
Sim. Há um calendário definido e temos de trabalhar o quanto antes. Desde já, o grupo de trabalho será apresentado na próxima reunião de Câmara [terça-feira, dia 2 de Fevereiro] e a motivação é grande e a ambição enorme. As dificuldades existem e são grandes mas esta é uma excelente oportunidade para posicionar Leiria na próxima década, em termos de enquadramento estratégico na Cultura e Turismo. Falta referir alguns aspectos importantes como o investimento na Igreja da Misericórdia e no castelo. Sobretudo este último, que se tornará mais acessível e mais atractivo e pode marcar a diferença também na atractividade na cidade de Leiria, no âmbito de uma Capital Europeia da Cultura. Estamos a projectar um castelo diferente. A primeira fase tem muito a ver com as acessibilidades que são uma das maiores deficiências do espaço. Entre 2009 e 2015, duplicámos as visitas ao castelo, através de uma aposta na programação cultural e transformando-o num palco de cultura.

Pode fazer-se a promoção da cidade como um destino de eleição, aproveitando o empurrão de Lisboa e Porto?
A nossa capacidade de promoção no sector turístico fica limitada à vertente da divulgação e animação turísticas. A atractividade, criação de pacotes turísticos e condições para a atracção de turistas aos nossos hotéis vai depender muito da capacidade dos sectores hoteleiro e de restauração. O contributo que estamos a dar para tornar a cidade mais atractiva passa pela criação de uma rede de percursos pedestres, seis novos roteiros, eventos de animação com dois dias de dimensão, para promover o alojamento…. Recentemente, abriram um novo hostel e um hotel de quatro estrelas, estando outros a ser projectados. Leiria está num processo de crescimento, em termos de alojamento turístico. Há também muito alojamento particular, em redes próprias de divulgação, na internet, que disponibilizam muitos quartos para Leiria. Na passagem de ano, sei que encheram. O nosso contributo é criar animação que possa atrair turistas. Lisboa e Porto estão na moda em termos de atracção turística e, por si só, conseguem preencher três a quatro dias de visita. Em Leiria, temos muitos visitantes que vêm, sobretudo, de Lisboa. Sabemos que a maioria dos visitantes do castelo são portugueses, depois são os franceses, que ultrapassaram os espanhóis e depois temos os brasileiros e outras nacionalidades. Quando pensamos em termos de promoção internacional, estamos a falar de França e Espanha. Mesmo quando falamos de Capital Europeia da Cultura, serão estes os países que representarão o mercado preferencial. A região pode beneficiar do boom que o Turismo tem tido nos últimos anos. Por exemplo, a passagem de ano de Leiria atraiu muitas pessoas e tivemos muitos restaurantes e bares encerrados… estou convencido que, para o ano, muitos mais estarão abertos. Isto faz-me lembrar as passagens de ano na Nazaré que, no início, eram apenas para os nazarenos se divertirem, até que eles perceberam que aquele era um momento importante para a actividade económica.

O que aconteceu para que Leiria passasse de uma cidade onde se dizia que nada se passava, embora a agenda cultural fosse já bastante rica, para passar a estar na moda e cheia de vida?
Na resposta a essa pergunta encaixam os muitos agentes culturais e o contributo da Câmara de Leiria… basta ver o crescimento de visitas que se verificou com a abertura de mais dois museus, ou a cobertura do Mercado de Sant'Ana, que trouxe condições extra para mais animação fora do Verão. Houve também uma nova orientação naquilo que são os eventos de grande dimensão,como o Leiria Cidade Natal, as recriações históricas, o Entremuralhas e os carros antigos em Leiria. Isto traz notoriedade, aumento de auto-estima dos leirienses e orgulho na sua cidade. As pessoas têm muito orgulho na sua agenda cultural e desportiva e na oferta que se gera através dessa agenda tão preenchida, onde cada um dá o seu contributo, em espírito colaborativo. Um dos motivos para a mudança é esse sentimento de contributo dado para o enriquecimento da cidade. Há um enorme conjunto de agentes culturais e desportivos que, de maneira descomplexada, empenhada e com qualidade, querem colocar o seu esforço, capacidade e criatividade em prol de uma agenda cultural mais rica. O resultado foi explosivo, com os agentes culturais a entrarem num processo concorrencial: se conseguimos fazer um festival no castelo, também conseguimos fazer um nas ruas, também conseguimos produzir teatro ou música, também conseguimos uma nova orquestra de jazz ou novo grupo de teatro. As associações que já tinham um trajecto associativo relevante foram desafiadas a mudar e a melhorar a sua oferta. A autarquia não tem condições financeiras para contribuir, mas tem uma enorme disponibilidade para ajudar. Em média, atendo 50 pessoas por semana, sempre com desafios. As pessoas perceberam que a dinâmica mudou e que é possível fazer tudo em Leiria.

Esse orgulho contribuiu para afirmar a identidade da cidade?
Não tenho dúvidas. As pessoas sentem-se orgulhosas de Leiria devido à dinâmica cultural. A cultura tem uma capacidade impressionante de promover mudanças nas cidades. Desde o primeiro dia que ficou muito claro para nós que seria a cultura a contribuir para mudar a auto-estima dos leirienses e a afirmar a cidade como capaz e empreendedora culturalmente. Já era muito empreendedora em termos económicos e os empreendedorismo económico cria individualismo, mas a cultura cria união e identidade. Queremos o melhor dos mundos: o desenvolvimento económico e o desenvolvimento cultural e a sua marca colectiva. Sei que há quem pense que a nossa estratégia não passa de um somatório de umas coisas avulsas que resultaram em sucesso... Seria precisa muita, muita sorte para que o sucesso fosse alcançado sem qualquer planeamento. Se viajássemos no tempo, até há seis anos, veríamos que o castelo era observado, mas não visitado e estava fechado como palco de cultura. A estratégia? Abertura das portas a eventos como o mercado medieval. Organizou-se e resultou. Pensou-se também num festival único na Península Ibérica, de nicho... o Entremuralhas. A entidade que o organiza tem plena capacidade para o fazer, mas precisa da colaboração da Câmara. Foi o primeiro sinal de que a política cultural de Leiria poderia mudar o seu conceito. A partir daí, as pessoas começaram a acreditar que era possível fazer diferente. Outra crítica que nos fazem é de que a cultura não é apenas animação. É aqui que entramos na segunda fase: melhorar a qualidade. Como aproximar os intelectuais e a cultura mais erudita a um pensamento mais estratégico... o que pode ajudar nesse objectivo? A Leiria Capital Europeia da Cultura e pensar Leiria para o futuro.

Uma das críticas que se ouve sobre o Museu de Leiria é de que apenas tem duas exposições de longa duração... Seria possível fazer mais naquele espaço?
Não é possível. O espaço é limitado. É uma infra-estrutura protegida e não se poderia fazer nem acrescentos, nem ampliações. Uma da grandes vitórias desse museu é que permitiu reabilitar um edifício que estava ao abandono. Aquele é um museu de história de um território e o seu discurso expositivo poderá sempre provocar polémica. Se falarmos com um historiador de arte, ele entenderá que a pintura deve ter maior relevância, se falarmos com um arqueólogo, será a arqueologia, se for alguém especializado na época romana, serão os romanos. Fizemos um trabalho de consulta de opinião a vários agente culturais e chegámos à conclusão de que, cada um, tinha um museu na cabeça. Recolhemos as melhores ideias e fizemos um “Museu de Leiria”. Globalmente, a apreciação de quem nos visita é de que é uma obra nunca antes instalada em Leiria. É o primeiro verdadeiro Museu de Leiria. Desde que abrimos o espaço, tivemos muita gente a doar obras de pintura, que acreditam que as suas obras estão ali protegidas. O museu é um passo importante para a fixação da identidade, conhecimento sobre o território e criação de uma ligação com as escolas.

O bispo D. António Marto diz que, em relação à instalação de um museu de arte sacra na cidade, "a bola" está do lado da autarquia.
Há a questão da localização desse museu. A nossa intenção é a de criar um corredor de excelência entre o Moinho do Papel, Museu de Leiria e o edifício do antigo DRM que é um imóvel que é propriedade do Estado e que a autarquia teria todo o interesse em poder dar o seu contributo para a sua reabilitação e afectação a este projecto do museu de arte sacra. O edifício está bastante degradado e será preciso criar as condições financeiras para esse projecto, mas o primeiro passo tem de ser a questão da propriedade do edifício. O Estado deve perceber que é preferível entregar o património à autarquia ou à Diocese para este projecto do que tê-lo a degradar-se. Não é difícil compreender que sendo a Diocese de Leiria-Fátima a mais próxima do santuário mariano, a riqueza que deve ter em termos de património sacro, associado à pintura patente no nosso museu, poderia ser também um forte motivo de atracção a Leiria.

Há anos, o presidente da Câmara, Raul Castro, abordou a possibilidade de se criar um centro cultural no antigo Liceu de Leiria. Entretanto, o espaço foi usado para a instalação de um tribunal. Abandonaram essa ideia?
Aquele espaço era excepcional, pois está no centro da cidade e essa é uma das condições que as associações culturais locais reivindicam... o processo foi interrompido quando o Estado chamou a si o imóvel. Entretanto, as associações que poderiam beneficiar desse espaço tiveram de criar as suas próprias condições em sedes próprias. Criar uma Casa da Cultura obriga a um investimento que, no âmbito da concretização da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura, será uma oportunidade, através do financiamento atribuído. Poder-se-ia criar esse novo edifício num processo de reabilitação ou de construção de raiz. O que iria satisfazer os nossos interesses, seria a reabilitação de um edifício já existente no centro histórico, uma vez que as dinâmicas culturais acontecem cada vez mais nos centros das cidades e contribuem para a sua valorização.

Treze anos depois da inauguração do estádio municipal, a cidade de Leiria continua sem pavilhão gimnodesportivo.
Não temos condições financeiras, a curto prazo, para construir o pavilhão que queríamos. Com os recursos financeiros limitados que hoje temos, uma das nossas maiores ambições era corrigir esse que é um dos maiores erros desportivos de Leiria e que teve consequências dramáticas para o desenvolvimento futuro do concelho. Como é possível que um equipamento desportivo endivide a Câmara durante 20 anos, adiando o desenvolvimento? O estádio teve consequências não apenas financeiras para o futuro do concelho em áreas como o saneamento básico, educação ou rede viária, adiando muitos equipamentos. O estádio foi uma bomba atómica que caiu na cidade e no concelho. É a nossa cruz e a nossa herança. Os leirienses têm consciência de que o nível de atraso que têm em muitas áreas se deve a esse investimento mal feito.

Os pavilhões das freguesias têm taxas reduzidas de ocupação. Seria melhor encerrá-los?
Os que estão mais próximos da cidade, têm uma taxa de ocupação elevada. Na sua maioria estão ocupados. Os que têm ocupação mais reduzida são os mais distantes da sede do concelho, como o da Bajouca. Os restantes têm uma taxa de ocupação elevada, até porque também servem o público escolar. No caso da Bajouca, foi um investimento que foi feito e temos de o estimar e criar condições para que apareçam outras modalidades que rentabilizem o equipamento.

Leiria é conhecida pelo andebol, atletismo e futebol. Deveria haver uma descriminação positiva na politica desportiva da autarquia para essas modalidades?
As actividades desportivas são enquadradas por um regulamento de apoio que é muito criterioso nos objectivos a atingir. Uma autarquia com poucos recursos financeiros deve privilegiar a formação desportiva em detrimento da competição e das equipas seniores, bem como o enquadramento técnico das crianças e jovens do concelho. Damos um apoio que tem como base o número de atletas e de equipas que cada clube consegue enquadrar, sendo majorados os que tiverem crianças e competições de âmbito nacional, uma vez que essas implicam um maior número de deslocações e de custos. Não descriminamos as modalidades de acordo com o sucesso desportivo que os clubes alcançam. Esse é um patamar de distinção a que gostaríamos de chegar a curto-médio prazo, mas vai depender de um aumento do financiamento do associativismo que, actualmente, não estamos em condições de dar.

É possível rentabilizar mais o estádio municipal?
A Juventude Vidigalense tem usado muito bem o estádio. Leiria é uma referência na organização de provas de atletismo, no contexto europeu. Mas o estádio necessita de ter uma equipa de futebol na Primeira Liga. Isso permitiria tirar maior rendimento daquele equipamento, mas era necessário que a União Desportiva de Leiria (UDL) conseguisse alcançar esse objectivo a curto prazo. Além disso, o espaço tem novas valências que não tinha há uns anos, como os espectáculos de cultura, diversão e lazer. Teremos, em Maio, três dias de concertos no Leiria Festival, e temos ainda a Mostra de Carros Antigos e os jogos da Selecção Portuguesa de Futebol... iniciativas que permitem tornar o estádio mais rentável. O retorno financeiro de um jogo da Selecção, por exemplo, não é muito elevado, mas tem um impacto de notoriedade para a cidade, visitas aos espaços, restauração e dormidas.

Qual a lógica de parceria que a CML idealiza para uma entidade como a SAD da União de Leiria, em vez de um clube?
A SAD tem uma perspectiva económica e é uma empresa cujo objectivo é gerar lucros. Um clube é uma associação sem fins lucrativos cuja missão social é a promoção da prática desportiva e formação de crianças e jovens e vê a sua actividade reconhecida e apoiada pela Câmara, mas, no caso da SAD, a autarquia não pode apoiar financeiramente uma empresa, porque viola o estabelecido legalmente.

Uma das pechas da anterior SAD da UDL era a ausência de massa associativa. É possível a autarquia fazer algo para ajudar a promover a UDL?
Penso que sim. Foi possível na cultura... por que não será possível no desporto? Pode é demorar mais tempo. E é preciso atingir outro aspecto importante: todos têm de fazer parte da mudança no contexto desportivo da União de Leiria. Quando o processo é participativo e colaborativo, as pessoas aderem. Há respeito, entreajuda, colaboração, humildade e respeito. Se esses princípios existirem, quer seja num contexto desportivo ou cultural, haverá uma forte tendência para o sucesso. Terá de ser esse o caminho que a UDL terá de percorrer e que até já começou a fazê-lo. Está a fazer um esforço e um trabalho meritório de ligação ao concelho. As pessoas que agora a dirigem, mesmo sendo estrangeiras, estão interessadas em dar e não apenas em receber. Antigamente, havia pessoas apenas interessadas em receber.

Vê-se mais depressa como deputado ou como presidente da Câmara de Leiria?
Estou obcecado apenas com Leiria. Não estou obcecado com mais nada. Para o futuro, enquanto for vereador, não tenho outra aspiração senão a de dar o máximo para o desenvolvimento da minha terra. Estou completamente focado nesse objectivo e tenho ainda este mandato para cumprir e dar o máximo. Com muito esforço de muitas pessoas, da Câmara e dos agentes associativos, tem sido dado um contributo excelente para a melhoria da qualidade cultural e desportiva.

Que análise faz da situação actual dentro da Federação Distrital do PS?
As federações são estruturas que vivem muito dos debates e dos conflitos internos e muito pouco virados para os verdadeiros problemas da sociedade e do distrito. A partir do momento em que as pessoas pensam mais para dentro do que para fora, têm mais tempo para debater internamente. Como são poucos a debater, as trocas de ideias e de opiniões criam conflitos que se vão agudizando quando há processos eleitorais. É o que está a acontecer na Federação Distrital: um processo de confronto de diferentes opiniões que, como há muitas divisões, provoca uma grande intensidade e agressividade. É um pouco como o País, que está dividido ao meio. É preciso capacidade de entendimento para criar um projecto mais consolidado e mais abrangente. Infelizmente, ainda não se encontraram essas pontes de entendimento, prejudicando aquilo que é a imagem dos partidos e, em especial, a do Partido Socialista no distrito, dando-lhe esta percepção negativa e de divisão que o público tem.

Apaixonado por Leiria
Gonçalo Lopes, 40 anos, casado com dois filhos e natural de Leiria, é o vice-presidente da Câmara de Leiria e vereador da Cultura e Desporto, no segundo mandato. Apaixonado pela cidade do Lis, diz com orgulho que, enquanto jovem estudante, sempre imaginou um futuro onde pudesse dar um contributo para o crescimento da sua terra-natal.

Foi atleta de andebol e fez parte da Direcção do Atlético Clube da Sismaria. Licenciou-se no ISEG, em Lisboa, onde também estagiou. Quando terminou essa parte académica, regressou a Leiria, tendo ido trabalhar como técnico superior da extinta Região de Turismo de Leiria/Fátima.

Cerca de dois anos depois, foi desafiado para dirigir a delegação de Leiria do Instituto Português da Juventude. Depois foi trabalhar na CCDR, em Lisboa e ainda ajudou a desenvolver um centro tecnológico em Alcobaça relacionado com as frutas e legumes.

Antes de se candidatar à autarquia pelo Partido Socialista, passou ainda pelo Governo Civil de Leiria, como adjunto do governador.

 

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