Desporto

Gloriosos malucos das máquinas roladoras

31 ago 2017 00:00

Adrenalina. Um desporto onde triciclos aceleram até aos 90 km/h, fazem piões como os pilotos do filme Fast&Furious e que tem cada vez mais adeptos na região? Chama-se Drift Trike.

Jacinto Silva Duro

Com vídeo

Piões, derrapagens, furikai, acel off, kansei, dirt drop, feint, manji não são termos desconhecidos para quem gosta de drift ou para quem já viu alguns dos muitos e aparentemente intermináveis filmes da série Velocidade Furiosa (Fast&Furious).

O que é novidade é que há várias dezenas de “ases” a acelerar – e a derrapar - pelo asfalto, na região, fazendo quase todas estas manobras ao comando de… triciclos. Exacto, leu bem.

Triciclos, esteticamente semelhantes aos que usava para brincar, quando era criança, mas nada iguais. Pelo menos, não é comum um triciclo chegar aos 90 km/h, pois não?

As rodas do eixo traseiro estão revestidas com “rodelas” de PVC, fazendo com que o atrito quase desapareça, permitindo aos triciclos escorregarem de lado e até em marcha-atrás, a altas velocidades, de forma mais ou menos controlada, pela estrada preta.

O desporto chama-se Trike Drift ou Drift Trike – ainda não há uma designação consensual - e é relativamente recente entre nós. Falámos com três praticantes para saber mais sobre o que move estes “gloriosos malucos das máquina roladoras”, pelas estradas de encosta da região.

Rui Melo vive nos arredores de Leiria. Tem 27 anos e é serralheiro mecânico. O primeiro contacto com este desporto aconteceu há cerca de quatro anos, através da internet. Um vídeo no Youtube descobriu o caminho até ao seu computador e ele ficou instantaneamente "agarrado" àqueles pequenos triciclos, capazes de fazer manobras de drift como os carros do Fast&Furious.

Comprou a primeira bicicleta velha a que conseguiu meter as mãos e começou um trabalho de corte e costura de que só um serralheiro profissional é capaz. Adaptou-lhe um eixo atrás, com rodas de kart, que, mais, tarde, enfiou dentro de “rodelas” de PVC, montou-lhe um pequeno banco e um travão na roda da frente.

O primeiro trike estava pronto e Rui Melo estava “desertinho” para se lançar por uma descida e testar os seus dotes de drifter. Agora só precisava de companhia e ela apareceu inesperadamente. Num momento morto, numa obra da empresa para onde trabalha, Melo comentou com os colegas da equipa que tinha visto “uns vídeos com um triciclos maluco

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