DEPRESSÃO KRISTIN
Fundo de Salvaguarda do Património Cultural garante mais de meio milhão de euros para o Castelo de Leiria
A Câmara de Leiria anunciou, há cerca de uma semana, que o monumento irá precisar de um investimento de dez milhões de euros
Estão garantidos mais de meio milhão de euros para a recuperação do Castelo de Leiria, que virão do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, para uma intervenção urgente, que permitirá abrir as portas do monumento nacional até Maio, a tempo da comemoração do Dia da Cidade, que se assinala no dia 22.
O anúncio foi feito hoje pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, que admitiu que o financiamento se situa “entre meio milhão a um milhão de euros”.
“Dentro do castelo, estamos a falar de prejuízos de cerca de 500 mil euros. Haverá a necessidade de intervir um pouco além disso e poderá ir até a um milhão de euros”, acrescentou a governante, durante a uma visita ao Castelo de Leiria.
Segundo a governante, o objectivo é “restabelecer a situação dentro do castelo, como estava no dia 27 de Janeiro”. A ministra lembrou que o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, na cidade de Leiria, “já teve adjudicada uma intervenção de emergência”.
A Câmara de Leiria anunciou, há cerca de uma semana, que o monumento irá precisar de um investimento de dez milhões de euros. A governante acrescentou que, “considerando a tempestade Kristin, o prejuízo anda entre 500 mil euros a um milhão de euros”.
No entanto, esse valor serã alcançado se houver intervenção nas infra-estruturas, "numa lógica mais de resiliência do castelo", o valor poderá chegar a cinco milhões de euros e depois a quatro milhões de euros”, com as obras a longo prazo.
Gonçalo Lopes adiantou que existe uma proposta de orçamento de cerca de 250 mil euros para a Casa do Guarda. “Concordamos que há investimentos que são de emergência, que é o caso”, tal como sucedeu com as escolas.
“Quando pensamos numa catástrofe deste género, pensamos sempre nas questões de emergência, nas questões da resiliência e nas questões da transformação. Foi nessa perspectiva que projetámos o castelo. Ficamos contentes e satisfeitos que o Ministério da Cultura tenha validado esses mesmos valores. Significa que a nossa previsão está acertada”, acrescentou o presidente da Câmara de Leiria.
O autarca, que afirmou que a reposição do coberto vegetal vai demorar mais tempo, adiantou que “este território precisa mesmo que este dinheiro, destas três fases, possam ser contratualizadas para que depois seja objecto de investimento no curto, médio e longo prazo”.
“Só assim é que conseguimos alimentar uma expectativa, uma vontade de reerguer um território profundamente afectado”, concluiu.